Crédito da Foto: Cipeef/Unemat
Pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) estão inovando no esporte paralímpico com o desenvolvimento de luvas esportivas personalizadas para cadeiras de rodas.
A iniciativa permite uma economia de mais de 96% em relação aos modelos comerciais, que podem custar mais de R$ 1 mil o par.
O trabalho integra o projeto “Tecnologia assistiva para análise de desempenho no esporte paralímpico: Estudo com jovens atletas”, liderado pelo Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Esporte e Exercício Físico (Cipeef), da Unemat.
A proposta une ciência, inclusão social e inovação tecnológica para melhorar o desempenho de jovens atletas usuários de cadeira de rodas.
Além de avaliar o impacto das diferentes luvas no rendimento em provas de velocidade, o estudo também analisa os custos de produção, visando tornar os equipamentos acessíveis a programas esportivos de base e projetos com orçamento reduzido.
Os testes são realizados diretamente no Centro de Referência Paralímpico da Unemat (CRPB-Unemat), localizado na própria universidade.
Segundo o professor Emanuel Carvalho, coordenador do CRPB-Unemat, os resultados já são animadores: “Nosso estudo mostrou que as luvas esportivas personalizadas são mais resistentes e acessíveis do que os modelos artesanais feitos com algodão e esparadrapo, ainda comuns entre atletas em competições.”
O Cipeef, responsável pelo convênio do CRPB-Unemat, atua diretamente na realidade dos atletas paralímpicos, enfrentando desafios que vão muito além da deficiência física.
Para o professor Riller Silva Reverdito, coordenador do Cipeef, a produção local de equipamentos esportivos adaptados pode transformar o acesso ao esporte paralímpico em regiões fora dos grandes centros urbanos. “Além disso, esse processo contribui para a formação de profissionais e pesquisadores especializados em tecnologia assistiva”, afirma.
A pesquisa teve início a partir de um estudo piloto que buscava alternativas aos altos custos dos equipamentos importados. Foram testados dois modelos de luvas – o americano e o britânico – utilizando tecnologia de manufatura aditiva, processo em que objetos são produzidos camada por camada com impressoras 3D, a partir de modelos digitais.
Com isso, os pesquisadores conseguiram fabricar pares de luvas com custo entre R$ 30 e R$ 35. Os resultados do estudo foram apresentados no 7º Congresso Paralímpico Internacional, realizado em novembro de 2024, em São Paulo, pelo professor Emanuel Carvalho.









