Crédito da Foto: Cesar Greco-Palmeiras
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria recorrido ao histórico de controvérsias envolvendo o árbitro brasileiro Raphael Claus para defender a liberação do atacante Folarin Balogun. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times, que relatou uma conversa entre Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a expulsão do jogador da seleção norte-americana.
Balogun recebeu cartão vermelho na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, disputada na última quarta-feira (1º). Inicialmente, Claus assinalou apenas a falta em lance envolvendo o defensor Tarik Muharemovic, mas alterou a decisão após revisão do VAR e expulsou o atacante. Com isso, o jogador ficaria fora do confronto das oitavas de final contra a Bélgica.
No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu suspender temporariamente a punição neste domingo, permitindo que Balogun estivesse à disposição da seleção americana para a partida decisiva.
De acordo com o site Politico, integrantes ligados ao governo dos Estados Unidos atuaram nos bastidores para reunir argumentos em defesa do atleta. Entre eles estavam Andrew Giuliani, responsável pela força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, e Scott Goodwin, empresário e apoiador da Federação de Futebol dos Estados Unidos. O grupo teria compartilhado documentos e reportagens sobre episódios anteriores envolvendo Raphael Claus.
Parte desse material fazia referência à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas realizada no Brasil em 2024. Na ocasião, Claus prestou depoimento como testemunha em investigações sobre possíveis irregularidades em partidas do Campeonato Brasileiro. As apurações, porém, não encontraram qualquer prova de participação do árbitro em esquemas de manipulação, e ele seguiu normalmente em atividade no quadro internacional da Fifa.
Segundo o The New York Times, Trump mencionou justamente essas acusações durante sua conversa com Infantino, apesar de não haver comprovação das suspeitas levantadas à época. O jornal afirma que o presidente americano citou alegações relacionadas à aplicação de cartões vermelhos em partidas, tema que nunca resultou em denúncia ou punição contra o árbitro brasileiro.
Ainda conforme o Politico, a ligação entre Trump e Infantino ocorreu na quinta-feira, um dia após a expulsão de Balogun. Três dias depois, a Fifa anunciou a suspensão do cumprimento da pena por um ano, decisão que garantiu a presença do atacante no duelo contra a Bélgica.
Após a definição da entidade máxima do futebol, Trump comemorou publicamente o desfecho do caso. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos agradeceu à Fifa pela revisão da punição e classificou a medida como uma correção de injustiça.









