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O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Mato Grosso (TJD-MT) decidiu arquivar, nesta quarta-feira (22), o inquérito que apurava uma possível tentativa de manipulação de resultados na Segunda Divisão do Campeonato Mato-grossense de 2026. A investigação envolvia o presidente do Campo Novo, Alexsandro de Melo Silva.
A decisão foi tomada de forma unânime pelos auditores do Tribunal, que entenderam que as provas reunidas durante o processo não foram suficientes para comprovar a existência de uma infração disciplinar.
O caso teve início após uma denúncia apontando que o dirigente teria procurado o presidente do Santa Cruz, Ciro Campos Figueiredo Júnior, com a intenção de interferir no resultado de uma partida da competição.
Segundo os documentos analisados pelo TJD-MT, a suposta proposta envolveria valores entre R$ 5 mil e R$ 8 mil para que a equipe adversária facilitasse o resultado do confronto. Além disso, haveria a indicação de um pagamento de R$ 8 mil para quatro atletas, com o objetivo de reduzir o desempenho em campo.
A investigação também considerou o depoimento do delegado da partida entre Sorriso e Campo Novo, disputada em 1º de maio, quando o Sorriso venceu por 9 a 0. Conforme o relato apresentado à Justiça Desportiva, Alexsandro teria mencionado a existência de tentativas de aliciamento de jogadores para interferência em partidas, envolvendo possíveis relações com o mercado de apostas esportivas.
Durante o processo, o presidente do Campo Novo confirmou ter conhecimento de situações de aliciamento de atletas, que, segundo ele, poderiam ser articuladas por empresários. O dirigente também afirmou ter recebido ameaças relacionadas ao episódio.
Após avaliar todo o material apresentado, o TJD-MT concluiu que não havia elementos suficientes para responsabilizar o dirigente ou configurar irregularidade esportiva. Com isso, o procedimento investigativo foi encerrado e arquivado.
Apesar da decisão, o Tribunal determinou o envio de cópias do processo ao Ministério Público Estadual (MPE), que poderá avaliar os fatos dentro de sua área de atuação.
O TJD-MT informou ainda que o caso poderá voltar a ser analisado caso novas provas sejam apresentadas futuramente.









