Dias também abordou a instabilidade do ambiente no clube, mencionando a alta rotatividade de funcionários. "Minha demissão retrata apenas o atual cenário do clube: poucos profissionais possuem mais de um ano de casa, instabilidade e medo de funcionários pelas relações impositivas e punições a integrantes da base, tornando o ambiente sempre instável. Em cinco dias, presenciei cinco demissões dentro do clube", revelou.
Além disso, o treinador criticou a falta de interação com o presidente Cristiano Dresch. "Neste período, tudo ficou na esfera interna, pois não houve sequer acompanhamento in loco de algum treino, nem duas palavras trocadas do presidente comigo", lamentou.
Apesar do curto período à frente da equipe, Filipe destacou o trabalho realizado durante seu tempo no clube. "Vim com o propósito de ajudar o projeto Cuiabá no processo final de formação, aliado à construção de uma identidade de equipe Sub-20 que fosse protagonista e pudesse bater as melhores marcas na temporada", explicou.
Por fim, o treinador se despediu do clube desejando sucesso aos funcionários e aos jogadores. "Saio sem carregar qualquer peso a mais de responsabilidade dentro de uma decisão totalmente unilateral. Torço para que os bons profissionais que estão no clube consigam atingir seus objetivos particulares, assim como a todo grupo de atletas, que são os verdadeiros protagonistas do negócio", concluiu.
Até o momento, o Cuiabá não emitiu um comunicado oficial sobre a saída de Filipe.