Crédito da Foto: Adriano Fontes/Flamengo
O julgamento de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, será retomado nesta quinta-feira (13), às 15h (de Brasília), pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A sessão havia sido suspensa na última segunda-feira (10) após um pedido de vista de um dos auditores, mesmo com o relator tendo se manifestado pela absolvição do jogador.
O atacante foi condenado anteriormente a 12 jogos de suspensão, acusado de supostamente forçar um cartão amarelo em uma partida contra o Santos, em 2023, para favorecer apostadores.
Desde então, Bruno Henrique segue atuando normalmente graças a um efeito suspensivo concedido pela Justiça Desportiva — inclusive marcou um gol contra o Santos no último domingo (9), no Maracanã.
O Flamengo apresentou recurso pedindo a anulação da punição e mantém otimismo quanto à reversão da decisão da 1ª Comissão Disciplinar.
Por outro lado, a Procuradoria do STJD também recorreu, solicitando aumento da pena. Segundo a acusação, o jogador teria repassado a informação de que receberia o cartão ao irmão, Wander Nunes, o que teria beneficiado terceiros e prejudicado financeiramente o clube.
Possíveis desdobramentos
Caso a suspensão seja mantida, Bruno Henrique pode desfalcar o Flamengo na reta final do Brasileirão, restando apenas seis jogos para o término da competição, em meio à disputa acirrada pelo título com o Palmeiras.
A punição, em princípio, se aplicaria apenas ao Campeonato Brasileiro, mas a CBF pode solicitar à Fifa a extensão da sanção para competições internacionais — o que deixaria o atacante fora da final da Libertadores, marcada para o dia 29, no Peru, justamente contra o time paulista.
Além do jogador, a investigação também envolve familiares e pessoas próximas, como seu irmão Wander Nunes Pinto Júnior, sua cunhada Ludymilla Araújo Lima, a prima Poliana Ester Nunes Cardoso, e os amigos Andryl Sales Nascimento dos Reis, Claudinei Vitor Mosquete Bassan e Douglas Ribeiro Pina Barcelos.









