Crédito da Foto: CBF/Divulgação
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (8) dois pedidos que questionavam a permanência de Ednaldo Rodrigues à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
As solicitações haviam sido feitas pela deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e pelo vice-presidente da entidade, Fernando Sarney.
Na decisão, o ministro considerou “incabível” o pedido de afastamento apresentado pela deputada, que não tem legitimidade legal para atuar no tipo de processo que trata da homologação do acordo firmado em fevereiro, o qual garantiu a continuidade de Ednaldo na presidência da entidade.
A mesma justificativa foi aplicada ao pedido feito por Sarney, que solicitava a suspensão do acordo.
“Não havia, à época, quaisquer elementos nos autos que levassem à compreensão ou sequer suspeitas de ocorrência de simulação, fraude ou incapacidade civil dos envolvidos”, escreveu Gilmar Mendes em sua decisão.
CBF comemora decisão
Em nota oficial, a CBF afirmou que a decisão “reafirma a lisura da atual gestão” e reforça a legitimidade da permanência de Ednaldo Rodrigues no comando da entidade máxima do futebol brasileiro.
Investigação determinada pelo STF
Apesar de negar os pedidos, Gilmar Mendes determinou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que investigue com urgência as alegações apresentadas nas petições. Daniela do Waguinho e Fernando Sarney afirmam que a assinatura do Coronel Nunes — ex-presidente da CBF — no acordo homologado seria falsa.
O ministro ressaltou que as manifestações enviadas posteriormente ao STF levantam “graves suspeitas de vícios de consentimento”, o que pode comprometer o conteúdo do acordo. Dessa forma, Gilmar determinou que o mérito dessas alegações seja analisado no âmbito da Ação Civil Pública (ACP) em trâmite no TJ-RJ, que foi a origem do acordo que validou a presidência de Ednaldo.
Leia a nota oficial da CBF:
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu com serenidade a decisão do Supremo Tribunal Federal de negar peremptoriamente, por absoluta falta de substância e legitimidade, os pedidos de afastamento do presidente Ednaldo Rodrigues encaminhados àquela Corte nos últimos dias.
A decisão reafirma a lisura da atual gestão, que já foi aprovada em 3 turnos: na eleição de 2022, na vitória sobre a tentativa de golpe em 2024 e na reeleição ocorrida há pouco mais de um mês, com apoio maciço e histórico de todas as 27 federações estaduais e dos 40 clubes das Séries A e B.
A CBF confia plenamente na Justiça brasileira e tem certeza de que todas as mentiras perpetradas por opositores da atual gestão, empenhados numa campanha claramente orquestrada, serão derrubadas.
A CBF reforça que está totalmente à disposição das autoridades competentes para esclarecer quaisquer dúvidas e clama pela celeridade nas apurações, para que possamos enfim superar o trauma dos derrotados na eleição de 2022 e focar no que mais importa: o desenvolvimento do futebol brasileiro, com as melhores práticas de gestão e governança, trabalho incansável da atual gestão e que resultou no recém-anunciado recorde de investimento em fomento ao futebol, saltando de 42% para mais de 70% de toda receita da instituição em 2024.”









