Crédito da Foto: AsCom/Dourado
O Brasileirão Série B de 2025 está sendo considerado o mais competitivo desde 2006, ano em que o formato passou a ser disputado por 20 clubes em pontos corridos. Após 20 rodadas, apenas 18 pontos separam o líder Goiás do lanterna Amazonas, a menor diferença já registrada até hoje nesta fase da competição.
Outro dado que mostra o equilíbrio é o fato de que os dois últimos colocados, Paysandu e Amazonas, somam até aqui as maiores pontuações da história para essas posições — 21 e 20 pontos, respectivamente. No meio da tabela, as equipes do Vila Nova (9º com 27 pontos) e Operário-PR (10º com 26) possuem as menores pontuações para essas colocações desde o início do sistema atual.
A disputa pelo acesso está extremamente aberta: há apenas 12 pontos entre o último time do G-4 (33 pontos) e o primeiro dentro da zona de rebaixamento (21 pontos). Isso significa que uma sequência positiva de três ou quatro vitórias pode colocar equipes que hoje estão na zona de queda na briga pelo acesso, enquanto tropeços consecutivos podem derrubar times que sonham com a elite para a Terceira Divisão. A segunda metade da competição promete fortes emoções.
O perigo do rebaixamento é mais intenso nesta temporada, com oito clubes tendo mais de 20% de risco de queda: Athletic Club, Atlético-GO, Ferroviária, América-MG, Volta Redonda, Botafogo-SP, Paysandu e Amazonas.
Na ponta superior, Goiás e Coritiba lideram com folga, cada um com mais de 80% de chances de subir para a Série A. Já o Athletico-PR, mesmo fora da zona de rebaixamento, preocupa ao perder chances de acesso e mantendo um risco considerável de queda (11,27%).
Disputa pelo acesso
O líder Goiás empatou em 2 a 2 contra o lanterna Amazonas, mas manteve praticamente intactas suas chances de subir, com 87,07%. O Coritiba, que venceu o Vila Nova por 2 a 1 fora de casa, subiu para 86,37% de probabilidade de acesso.
Novorizontino e Chapecoense permanecem no G-4 com chances acima de 50%: 55,66% e 54,86%, respectivamente. A próxima rodada reserva um confronto direto entre Coritiba e Chapecoense no Couto Pereira, em jogo crucial para a definição do topo da tabela.
Risco de rebaixamento
Entre os oito times mais ameaçados, o Botafogo-SP é o mais vulnerável, embora tenha deixado a lanterna após vencer o América-MG, seu rival direto na luta contra a queda. O Pantera caiu de 89,25% para 77,58% de chance de jogar a Série C em 2026. A equipe tem o pior saldo de gols da Série B e vinha de cinco jogos sem vitória até essa rodada.
O América-MG, com 54,09% de risco, é o segundo mais ameaçado, mesmo fora do Z-4, consequência das 11 derrotas que levaram à saída do técnico Enderson Moreira. Paysandu (51,38%) e Amazonas (49,25%) também veem aumentar suas chances de queda após empates recentes.
A Ferroviária, por outro lado, diminuiu seu risco de queda após vitória fora de casa contra o Remo, caindo para 23,86% de ameaça. A equipe espera embalar na sequência com o confronto diante do lanterna Amazonas.
Probabilidades de acesso e rebaixamento (após 20 rodadas)
Time Chance de acesso Risco de queda
Goiás 87,07% <0,01%
Coritiba 86,37% <0,01%
Novorizontino 55,66% 0,10%
Chapecoense 54,86% 0,08%
Criciúma 24,65% 1,17%
Avaí 24,59% 1,39%
Remo 22,62% 1,27%
Cuiabá 21,51% 2,12%
Vila Nova 5,74% 7,83%
Operário-PR 5,42% 8,62%
Athletico-PR 4,04% 11,27%
CRB 2,63% 16,36%
Athletic Club 1,55% 22,39%
Ferroviária 1,47% 23,86%
Atlético-GO 0,71% 30,25%
Volta Redonda 0,52% 40,99%
Amazonas 0,26% 49,25%
América-MG 0,17% 54,09%
Paysandu 0,15% 51,38%
Botafogo-SP 0,01% 77,58%
Possibilidade de título
No momento, Goiás e Coritiba lideram as projeções para a conquista da Série B, com 38,10% e 35,98% de chances, respectivamente. Chapecoense e Novorizontino aparecem atrás com percentuais próximos a 9% e 8%. Cuiabá tem 2,13% de chance, ainda com possibilidades matemáticas, embora menores.
Metodologia
Os dados foram calculados em parceria com o economista Bruno Imaizumi, que utiliza um modelo estatístico baseado na distribuição Poisson Bivariada para avaliar as probabilidades de gols em cada jogo. Com isso, são feitas 10 mil simulações para cada partida restante da competição, projetando cenários futuros para o campeonato.
As probabilidades são atualizadas a cada rodada para refletir o desempenho recente e a nova realidade da tabela. O método Monte Carlo é usado para gerar milhares de simulações, avaliando todas as possibilidades com base no desempenho ofensivo e defensivo das equipes em casa e fora.









