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Em uma final marcada por fortes emoções, confusão e decisões controversas, o Senegal sagrou-se bicampeão da Copa Africana de Nações ao derrotar o Marrocos por 1 a 0, na prorrogação, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat. O gol do título foi marcado por Pape Gueye, garantindo a conquista fora de casa e silenciando a torcida marroquina.
O duelo foi tenso do início ao fim e ganhou contornos dramáticos nos minutos finais do tempo regulamentar. Após revisão do VAR, o árbitro Jean-Jacques Ndala marcou um pênalti para o Marrocos, decisão que gerou revolta imediata do lado senegalês. O técnico Pape Bouna Thiaw chegou a pedir que seus jogadores deixassem o campo, provocando uma paralisação de mais de dez minutos. Após o retorno, Brahim Díaz tentou a cobrança com cavadinha, mas parou nas mãos do goleiro Mendy, desperdiçando a chance de garantir o título aos donos da casa.
O erro abalou emocionalmente o atacante marroquino, que acabou substituído no início da prorrogação. Pouco depois, o Senegal aproveitou o momento favorável. Logo aos três minutos do tempo extra, Sadio Mané iniciou o contra-ataque, e Pape Gueye apareceu livre, venceu a marcação de Hakimi e acertou um chute preciso no ângulo, sem chances para Bono.
Antes disso, o jogo havia sido equilibrado e com boas oportunidades para os dois lados. No primeiro tempo, o goleiro Bono foi decisivo ao salvar o Marrocos em pelo menos duas chances claras, incluindo uma cabeçada de Pape Gueye e uma finalização de Iliman Ndiaye. Os marroquinos também tiveram oportunidades, principalmente com Ezzalzouli e Ayoub El Kaabi, mas pecaram nas conclusões.
Mesmo pressionado na prorrogação, o Marrocos ainda acertou o travessão com Nayef Aguerd e quase empatou. Senegal, por sua vez, desperdiçou uma chance incrível de liquidar a final em contra-ataque, novamente com Cherif Ndiaye, parado por mais uma defesa espetacular de Bono.
Com o apito final, o Senegal comemorou o segundo título continental, repetindo a conquista de 2021. Já o Marrocos, semifinalista da última Copa do Mundo, amargou mais uma frustração diante de sua torcida e viu aumentar o jejum de 50 anos sem vencer a Copa Africana de Nações, desde o título conquistado em 1976.









