Crédito da Foto: Reprodução/FMF
Com previsão de início para o dia 12 de setembro, a Copa FMF 2026 ainda carece de definições importantes. Faltando cerca de dois meses para a bola rolar, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) ainda não agendou o arbitral da competição, encontro que reúne dirigentes dos clubes e da entidade para definir regulamento, formato e demais detalhes do torneio.
Até o momento, a única informação repassada aos participantes é que a reunião deverá ocorrer somente após o encerramento da Copa do Mundo de 2026, marcada para o dia 19 de julho. A indefinição gera preocupação entre as equipes, que seguem sem um panorama concreto sobre a competição.
O retorno da Copa FMF foi anunciado pelo presidente da FMF, Diogo Pécora, logo após o término do Campeonato Mato-grossense deste ano. A última edição do torneio foi disputada em 2024, quando o Operário conquistou o título. Em 2025, a competição não foi realizada após consenso entre os clubes e a federação.
Enquanto aguardam mais informações, os clubes adotam cautela. Até agora, apenas o Mixto confirmou oficialmente que não participará da disputa. Em comunicado divulgado recentemente, o clube justificou a decisão alegando que prefere concentrar seus esforços no planejamento e na preparação para a temporada de 2027.
Para as demais equipes, o arbitral será decisivo para definir a adesão ao campeonato. Caso a reunião aconteça somente após a Copa do Mundo, os participantes terão pouco mais de um mês para estruturar suas equipes antes da estreia.
O desafio é ainda maior porque muitos clubes já encerraram suas atividades na temporada e desmontaram os elencos utilizados no Campeonato Mato-grossense e na Série D. Dessa forma, será necessário buscar jogadores, contratar comissão técnica e realizar a preparação física em um curto espaço de tempo.
A incerteza em torno da Copa FMF também remete aos motivos que levaram à paralisação do torneio em 2025. Na ocasião, durante reunião do Campeonato Mato-grossense realizada no fim de 2024, a maioria dos clubes se posicionou favoravelmente ao encerramento da competição. O Cuiabá foi a única equipe que defendeu a continuidade do campeonato, enquanto o Sport Sinop não participou da votação.
Segundo avaliação dos dirigentes à época, os custos de participação eram elevados em comparação ao retorno esportivo e financeiro proporcionado pelo torneio. Com isso, muitos clubes optaram por direcionar seus investimentos para outras competições e projetos considerados prioritários.









