Crédito da Foto: Reprodução Instagram/Guilherme Schimidt
O Brasil encerrou sua participação no Grand Slam de Budapeste, na Hungria, com três medalhas. O principal destaque foi Guilherme Schimidt, que conquistou o ouro na categoria até 90 kg neste domingo (13), após derrotar o sérvio Boris Rutovic por ippon na final.
O caminho até o título teve quatro vitórias para o brasileiro. Na estreia, Schimidt avançou após o norueguês Kornelius Eilertsen receber três punições e ser desclassificado.
Nas oitavas de final, o judoca brasileiro conseguiu a classificação ao aplicar um ippon sobre o egípcio Abdalla Abdelsamea. Depois, superou o moldavo Mihail Latisev e garantiu presença na semifinal.
Na disputa por uma vaga na decisão, Schimidt enfrentou Yahor Varapayeu, da Bielorrússia. O confronto foi equilibrado e precisou ser decidido no golden score. No tempo extra, o brasileiro marcou um yuko e assegurou seu lugar na final.
Revanche pelo título
A decisão colocou Schimidt novamente diante de Boris Rutovic. Os dois já haviam se enfrentado na final do Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, meses atrás, quando o sérvio levou a melhor.
Desta vez, porém, o brasileiro conseguiu a revanche. Schimidt dominou o confronto e venceu por ippon, garantindo a medalha de ouro em Budapeste.
O título também tem um significado especial na trajetória do atleta. Schimidt deixou a categoria até 81 kg no fim de 2024 e, em Budapeste, alcançou pela primeira vez uma final de Grand Slam competindo nos 90 kg.
Após a conquista, o judoca comemorou o resultado nas redes sociais e destacou a felicidade pelo desempenho e pelo processo de adaptação à nova categoria.
Brasil conquista mais duas medalhas
Além do ouro de Schimidt, o Brasil subiu outras duas vezes ao pódio na competição.
Kaillany Cardoso ficou com a medalha de prata na categoria até 70 kg, enquanto Sarah Souza conquistou o bronze entre as atletas de até 57 kg.
Com três medalhas, o Brasil terminou o Grand Slam de Budapeste na quarta colocação geral, atrás de Japão, Rússia e Israel.
A delegação brasileira contou com 17 judocas no torneio, que reuniu mais de 500 atletas de aproximadamente 70 países.
Mundial é o próximo desafio
O Grand Slam de Budapeste encerrou o circuito antes do Campeonato Mundial, que terá início em 4 de outubro, em Baku, no Azerbaijão.
Além da importância esportiva, os resultados em Budapeste também valem pontos para o ranking mundial. Os campeões do Grand Slam recebem 1.000 pontos, que fazem parte da corrida classificatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.









