Apesar do resultado positivo e do retorno do Santos a uma semifinal estadual após cinco anos, a equipe comandada por Fábio Carille não apresentou uma boa atuação, um padrão que vem se repetindo na reta final do Paulistão.
Mais uma vez, o Santos enfrentou dificuldades contra uma defesa fechada. Com a Portuguesa adotando uma postura defensiva no 5-4-1, o Santos teve que buscar alternativas para superar a marcação adversária, o que não aconteceu na maior parte do jogo.
Com poucas jogadas ofensivas e erros técnicos dos jogadores, a Portuguesa se sentiu confortável e até ameaçou em alguns contra-ataques, como no chute na trave de Maceió no final do primeiro tempo.
Por outro lado, os melhores momentos do Santos vieram em lances de bola parada ou em jogadas rápidas. Quando precisou construir jogadas de forma mais paciente, o time não conseguiu encontrar soluções.
Embora seja natural enfrentar oscilações, especialmente considerando que o Santos montou praticamente um novo elenco em uma única janela de transferências, a sequência recente preocupa, especialmente pensando na disputa pelo título paulista. O trabalho de Carille mostra poucos sinais de evolução, e cabe ao treinador encontrar soluções para melhorar o desempenho da equipe.
Até o confronto contra o Red Bull Bragantino na semifinal, marcado para o dia 27, o Santos terá sessões de treinamento no CT Rei Pelé e até mesmo a possibilidade de um jogo-treino contra o Corinthians. Nesse período, a principal missão da comissão técnica será encontrar uma direção para um time que tem enfrentado dificuldades técnicas e táticas.