Crédito da Foto: Divulgação/Cruzeiro
O entendimento financeiro entre Santos e Gabriel Barbosa já está bem encaminhado e deixou de ser novidade nos bastidores do futebol. O que ainda passa despercebido por muitos é o verdadeiro objetivo do clube paulista: recuperar o futebol do atacante e recolocá-lo em alto nível.
Nas últimas três temporadas, Gabigol viveu um período de instabilidade, com baixo rendimento, poucos gols e presença frequente no banco de reservas. Diante desse cenário, o presidente santista, Marcelo Teixeira, adotou uma postura estratégica e chegou a sinalizar cautela publicamente sobre a contratação, movimento que acabou acelerando as tratativas.
Sem receber propostas para 2026 e diante da possibilidade de o Santos realmente recuar, o atacante e o Cruzeiro passaram a reavaliar o futuro. O cenário mudou rapidamente e abriu caminho para o avanço das negociações.
Um fator determinante é a relação próxima entre Neymar e Gabigol. Os dois mantêm contato constante, e o atacante vive atualmente em Belo Horizonte com Rafaela, irmã do camisa 10 santista. O desejo de atuar ao lado do cunhado pesa na decisão. A ideia dessa parceria existe desde o ano passado, mas, à época, Gabigol optou por não esperar um desfecho sobre o retorno de Neymar e acertou com o Cruzeiro.
Agora, o contexto é outro. Gabigol busca retomar o protagonismo em campo, enquanto Neymar vê no atacante um aliado importante para chegar em alto nível à última Copa do Mundo de sua carreira. A troca tende a ser positiva tecnicamente para o Santos, restando apenas a conclusão dos últimos detalhes.
O diretor Alexandre Mattos, mesmo em período de férias, segue atuando nos bastidores para viabilizar a liberação do jogador. As conversas com o empresário Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro, têm sido frequentes, sustentadas por uma relação considerada muito boa entre as partes.
A proposta em discussão prevê um empréstimo para 2026, com obrigação de compra caso metas esportivas sejam atingidas. O Cruzeiro, por sua vez, arcaria com parte do salário mensal de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Internamente, o clube mineiro entende que, com Tite, Gabigol teria pouco espaço, o que dificultaria a valorização do ativo.
Com o diálogo avançando e a vontade do jogador de retornar ao clube que o revelou, o Santos enxerga a negociação como uma oportunidade de reconstrução. Última chance? Talvez. Mas a aposta é que Gabigol tenha mais a acrescentar do que a comprometer.









