Crédito da Foto: Vitor Silva/Botafogo
A SAF do Botafogo divulgou esclarecimentos após protocolar o pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (22), revelando um cenário financeiro preocupante. O clube admite uma dívida total de R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão com vencimentos a curto prazo, até o fim de 2026, além de aproximadamente R$ 400 milhões em débitos tributários.
O momento é considerado um dos mais delicados desde a implantação do modelo SAF no clube. De acordo com o próprio Botafogo, há dificuldades até mesmo para garantir o pagamento integral da folha salarial no próximo mês, evidenciando a gravidade da situação.
Outro ponto destacado é a evolução negativa do patrimônio líquido nos últimos anos. O passivo, que era de R$ 28,8 milhões em 2023, saltou para R$ 174,2 milhões em 2024 e atingiu R$ 427,2 milhões em 2025. Apenas na última temporada, o prejuízo líquido chegou a R$ 287 milhões.
A SAF é comandada pelo empresário norte-americano John Textor, que atualmente segue à frente do futebol do clube amparado por decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro.
Com o pedido de recuperação judicial, o Botafogo busca alternativas para reorganizar suas finanças, evitar ações judiciais como penhoras e reduzir riscos de rescisões contratuais com jogadores.
Ainda conforme informações publicadas pelo jornal “O Globo”, houve tentativas da Eagle Football, holding responsável pela gestão, e do clube social — que detém 10% das ações — de barrar a iniciativa, mas sem sucesso.









