Crédito da Foto: Vítor Silva/Botafogo
A SAF do Botafogo de Futebol e Regatas oficializou nesta quinta-feira (14) o pedido de recuperação judicial na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Embora a medida tenha sido formalizada agora, o futebol do clube já vinha operando desde o fim de abril sob efeitos de proteção judicial, incluindo o congelamento de cobranças e execuções de dívidas.
Em nota divulgada após a ação, a SAF alegou enfrentar um “grave cenário financeiro”, marcado por dificuldades de caixa, vencimento antecipado de obrigações e riscos ligados a transfer bans aplicados pela Fifa.
O comunicado também marcou a primeira vez em que o clube citou nominalmente John Textor ao comentar a crise administrativa e financeira. Ex-controlador da SAF, o empresário foi afastado da gestão por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Além de Textor, a SAF responsabilizou a Eagle Football, empresa que detém 90% das ações do futebol botafoguense e da qual o empresário era sócio-majoritário antes de perder espaço internamente.
Segundo o documento apresentado pela SAF, o Botafogo teria sofrido um “forte processo de descapitalização”, com cerca de R$ 900 milhões que deixaram de retornar aos cofres da empresa. O clube afirma ainda que deixou de receber aportes financeiros considerados essenciais para a manutenção das operações.
“A condução adotada pela Eagle Football e por John Textor revelou absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional da SAF Botafogo”, afirmou o clube no comunicado, acrescentando que a situação levou a um cenário de “extrema fragilidade” e tornou inevitável o pedido de recuperação judicial.









