Os representantes do jovem atacante Robinho Jr. encaminharam ao Santos Futebol Clube, nesta segunda-feira, uma notificação extrajudicial solicitando providências sobre um episódio envolvendo Neymar durante o treino realizado no último domingo (3).
No documento, o jogador de 18 anos relata três condutas atribuídas ao camisa 10: ofensas verbais, uma rasteira e um tapa no rosto. Diante da situação, a defesa do atleta solicita uma reunião com o clube para discutir a possibilidade de rescisão contratual, alegando falta de condições adequadas de segurança no ambiente de trabalho.
A notificação estabelece um prazo de 48 horas para que o Santos adote medidas consideradas essenciais, como a abertura de uma investigação interna, a disponibilização das imagens do treinamento, um posicionamento oficial sobre o caso e o agendamento de um encontro para tratar do futuro do contrato.
Os advogados de Robinho Jr. afirmam que o não atendimento das solicitações pode caracterizar quebra de confiança e descumprimento das obrigações relacionadas à segurança profissional, o que poderia resultar na rescisão indireta do vínculo.
Caso não haja resposta dentro do prazo estipulado, a equipe do jogador sinaliza que poderá recorrer à Justiça, incluindo pedidos de indenização por danos morais e materiais.
Apesar da formalização da denúncia, informações de bastidores indicam que o episódio teria sido tratado internamente no vestiário, após um pedido de desculpas por parte de Neymar, que mantém uma relação próxima com o jovem atleta no dia a dia.
O que diz o Santos
O clube se manifestou em nota divulgada à imprensa:
O Santos FC informa que por determinação da presidência foi instaurado, logo após a ocorrência dos fatos, processo de sindicância interna para analisar o episódio que envolveu os atletas Neymar Jr. e Robson de Souza Jr (Robinho), durante o treino deste último domingo (03/5), no CT Rei Pelé.
O Departamento Jurídico do Clube está responsável pela condução da sindicância.









