Crédito da Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O Brasil encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com frustração não apenas pela eliminação nas oitavas de final, mas também pelo desempenho abaixo do esperado de algumas de suas principais estrelas. Em contrapartida, alguns nomes conseguiram se destacar em meio à pior campanha da Seleção desde 1990.
A seguir, a análise aponta quem teve rendimento abaixo do esperado e quem conseguiu sair fortalecido após os cinco jogos disputados no torneio.
Quem decepcionou
Endrick
Sem ser utilizado na estreia contra Marrocos, o jovem atacante ganhou oportunidades nas partidas seguintes, impulsionado pela expectativa da torcida. No entanto, teve atuações discretas. Contra Haiti e Escócia entrou no segundo tempo com pouca influência, diante do Japão iniciou como titular no intervalo, mas produziu pouco, e contra a Noruega desperdiçou grande chance cara a cara com o goleiro.
Raphinha
Chegou como uma das principais esperanças ofensivas, mas não conseguiu manter regularidade. Teve atuação apagada na estreia contra Marrocos e perdeu uma chance clara contra o Haiti, jogo em que acabou se lesionando. Mesmo recuperado parcialmente, não teve condições físicas ideais na reta final da competição.
Casemiro
Teve momentos importantes, como o gol de empate contra o Japão, mas no geral não conseguiu manter o nível de Copas anteriores. Sofreu com cartões, atuações irregulares e perda de ritmo em jogos decisivos.
Neymar
A expectativa de protagonismo não se confirmou. Chegou lesionado e só estreou na terceira partida, entrando no decorrer dos jogos. Contra o Japão não foi utilizado, e diante da Noruega teve participação discreta, apesar de marcar de pênalti nos minutos finais.
Carlo Ancelotti
Responsável pela tentativa de reconstrução do time, não conseguiu dar consistência à equipe. Com pouco tempo de trabalho e desfalques importantes, fez escolhas que não surtiram efeito e viu a Seleção ter dificuldades tanto ofensivas quanto defensivas na competição.
Quem se salvou
Matheus Cunha
Assumiu a camisa 9 durante o torneio e se tornou peça importante. Marcou três gols e participou ativamente da construção ofensiva, recuando para organizar jogadas. Ainda sofreu pênalti contra a Noruega, mostrando presença constante no ataque.
Vini Jr
Foi o principal nome ofensivo do Brasil na competição. Decidiu jogos com gols e jogadas individuais, incluindo atuação de destaque contra Marrocos e participação direta em gols nas fases seguintes.
Douglas Santos
Ganhou espaço como titular e apresentou desempenho consistente, especialmente no sistema defensivo, superando desconfianças iniciais.
Rayan
Jovem revelação, entrou com personalidade e intensidade, ajudando na pressão sem bola e contribuindo taticamente em jogos importantes, mesmo sem grande brilho ofensivo.
Bruno Guimarães
Mesmo com o pênalti perdido na eliminação, foi um dos principais organizadores do meio-campo, com assistências e liderança técnica ao longo da campanha.
A eliminação precoce expôs fragilidades do grupo, mas também deixou sinais de renovação para o próximo ciclo da Seleção Brasileira.









