Crédito da Foto: Arquivo/Assessoria
As recentes declarações do presidente do Cuiabá Esporte Clube provocaram forte repercussão e já apresentam impacto direto na relação com a torcida. O episódio evidenciou um desgaste entre a diretoria e os torcedores, refletido principalmente nas arquibancadas.
A polêmica teve início após o dirigente se referir a parte dos torcedores de forma pejorativa, o que gerou insatisfação e críticas. O reflexo mais imediato foi observado na partida desta quarta-feira (22), contra o Botafogo-SP, quando o clube registrou o menor público da Série B de 2026 até o momento.
A Arena Pantanal recebeu apenas 1.278 torcedores, número bem abaixo das partidas anteriores. No confronto contra o Ceará, o público foi de 2.195 presentes, enquanto na estreia diante do Sport, o estádio contou com 3.211 torcedores, evidenciando uma queda gradual.
Outro ponto que chamou atenção foi a ausência das torcidas organizadas Raça e Fúria, que decidiram não comparecer ao jogo em forma de protesto contra a postura adotada pela diretoria.
A manifestação, marcada pelo esvaziamento das arquibancadas, demonstra o nível de insatisfação de parte da torcida, que optou pelo afastamento como forma de posicionamento.
Além do impacto no público, o cenário também interfere no ambiente do clube, no engajamento institucional e na conexão histórica com os torcedores. Especialistas apontam que crises de relacionamento, especialmente quando envolvem declarações consideradas ofensivas, tendem a afetar diretamente a presença do público nos estádios.
Diante desse contexto, o Cuiabá passa a enfrentar o desafio de restabelecer o diálogo com sua torcida, buscando reverter o desgaste e evitar consequências maiores dentro e fora de campo.









