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O Fluminense apresentou, na noite desta segunda-feira (8), ao Conselho Deliberativo, a proposta oficial da Lazuli Partners e da LZ Sports para criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tricolor.
O plano prevê a aquisição de 65% da futura SAF, com aporte inicial de R$ 500 milhões nos dois primeiros anos e a assunção integral da dívida de R$ 871 milhões.
O contrato estabelece um compromisso de investimento de R$ 6,4 bilhões em 10 anos, totalizando R$ 6,9 bilhões quando somados os aportes obrigatórios.
A gestão será feita por um fundo formado por 40 investidores, a maioria torcedores do clube, reunidos pela Lazuli Partners. Entre os nomes confirmados estão empresários ligados a grupos como BTG Pactual, Rede D’Or, Frescatto e Monteiro Aranha.
O modelo proposto garante à associação do Fluminense 35% das ações, além de royalties anuais que começam em R$ 12 milhões. A SAF assumirá o futebol masculino, feminino, categorias de base e futsal, incluindo Xerém, enquanto a sede de Laranjeiras e demais imóveis permanecerão sob controle associativo, mediante acordo de uso.
Na gestão, o conselho terá oito cadeiras: seis para os investidores e duas para a associação. O investimento será direcionado para folha salarial (R$ 4,7 bilhões), contratação de atletas (R$ 1,1 bilhão), formação de jogadores (R$ 359 milhões), melhorias em Xerém e no CT (R$ 84 milhões) e royalties à associação (R$ 143 milhões).
Segundo Carlos de Barros, sócio da Lazuli, a meta é transformar o Fluminense em um dos três principais clubes do país, com pilares em sustentabilidade financeira, fortalecimento da base, aumento de folha, contratações estratégicas e uso intensivo de análise de dados.
A proposta ainda precisa passar por votação entre conselheiros e sócios para ser aprovada.









