"Estamos cuidando da renovação e estamos otimistas. Temos que considerar o lado da família, do atleta. Ainda há um jogo e depois nos sentaremos. Vou dizer que estamos otimistas, mas com respeito ao mercado. Se, por acaso, vier uma proposta que não pudermos igualar, fica inevitável ele não ficar. Mas acredito que essa conquista e o que ele encontrou no São Paulo farão com que a família dele, que está muito feliz, também ajude para que ele fique", afirmou Casares, referindo-se ao título da Copa do Brasil.
A tentativa de manter o ídolo, assim como a aposta em James Rodríguez, fazem parte do objetivo de Casares de "reconstruir" o clube, que, em sua avaliação, ficou para trás em comparação aos principais rivais. "Acho que o São Paulo adormeceu um pouco, imaginando que ainda fosse um time só de vanguarda, e os outros fizeram o que o São Paulo estava fazendo", declarou o presidente.
"Hoje, o São Paulo tem a obrigação de ser recolocado, mas é uma reconstrução, leva tempo. Gestões desastrosas comprometem uma década. O São Paulo ainda tem muita dívida, dificuldades, mas, devagarzinho, está subindo degraus. Essa conquista (Copa do Brasil) trouxe a autoestima de volta", acrescentou Casares.
Contexto Político e Lembranças no SBT
As declarações de Casares foram feitas durante uma entrevista no programa The Noite, do canal SBT, onde ele relembrou seus 13 anos de trabalho na emissora. O presidente do São Paulo também trouxe à tona a história de quando quase entrou para a política ao lado do então chefe Silvio Santos em 1992, durante a eleição para prefeito de São Paulo.
"Era uma oposição ao PFL na época. Sempre sonhava com um candidato popular, empresário, e na minha visão, o Silvio era essa pessoa perfeita", recordou Casares. Ele descreveu o convite de Silvio Santos para a candidatura, o registro da candidatura e os desafios enfrentados, destacando que, embora tenha sido bom para o SBT e para ele, foi uma perda para a população de São Paulo, já que Silvio não pôde concorrer.









