Pedrinho, ex-jogador e ex-comentarista dos canais Globo, foi eleito presidente do Vasco na noite de sábado, superando o advogado Leven Siano por 2.873 a 1.720 votos. Aos 46 anos, o ex-atleta assumirá o comando do clube carioca entre 2024 e 2026, sucedendo a Jorge Salgado, o atual presidente.
A votação, que também ocorreu online, gerou tumultos na sede social do Vasco ao longo do dia. Um dos primeiros pontos de discussão foi a ausência do envio do SMS, além do e-mail, pela chapa "Sempre Vasco", liderada por Pedrinho, alegando que ambos deveriam ser enviados aos sócios, atrasando o início da votação.
Já a chapa "Somamos", de Leven Siano, solicitou a impugnação da mesa diretora da Assembleia Geral, alegando conflito de interesses por ter membros que seriam candidatos a conselheiros na chapa adversária. Posteriormente, o pedido foi indeferido, e a votação começou.
Ao todo, 6.210 sócios estavam aptos para votar no sábado. Até as 13h, foram registrados 3.353 votos. Na parcial das 16h, eram contabilizados 4.524 votantes. Pouco tempo depois, o presidente do Vasco chegou ao local de votação e foi hostilizado por apoiadores de Leven Siano.
Em resposta, Pedrinho fez um gesto de "banana" aos torcedores. Houve até uma invasão à sede depois de um desentendimento com seguranças do local. A Polícia Militar foi acionada, mas não houve transtornos maiores. Por conta disso, a votação presencial ficou interrompida por 10 minutos.
Pedrinho, com uma história longa no Vasco, seu time do coração, ingressou no clube aos seis anos de idade. Jogou no futsal e, posteriormente, tornou-se jogador profissional. Foi pelo time carioca que conquistou seus maiores títulos, incluindo a Copa Libertadores em 1998 e dois títulos brasileiros em 1997 e 2000, além de conquistas estaduais.
Em 2013, Pedrinho encerrou sua carreira nos gramados e tentou, sem sucesso, uma carreira como técnico. Entre 2019 e 2023, destacou-se como comentarista do Grupo Globo, deixando o cargo neste ano para concorrer à presidência do Vasco.









