Nesta segunda-feira, o Tribunal Provincial de Barcelona recusou mais uma vez um novo pedido de liberdade provisória para Daniel Alves, atualmente sob prisão preventiva em um presídio na cidade catalã desde janeiro, em resposta a uma acusação de agressão sexual.
O jogador sustenta que a relação foi consensual, mas a Justiça espanhola manteve a decisão de mantê-lo detido, destacando a preocupação de que seus recursos financeiros possam facilitar uma possível fuga do país.
O despacho do juiz de instrução responsável pelo caso, divulgado pelo jornal espanhol 'La Vanguardia', ressaltou que as circunstâncias que justificam a manutenção da prisão não foram alteradas com base no recurso apresentado pela defesa.
O documento destaca ainda que a proximidade do julgamento, previsto para o final deste ano ou início de 2024, aumenta o risco de fuga, sendo a prisão preventiva a única medida capaz de evitar essa possibilidade.
A denúncia do Ministério Público espanhol pede nove anos de prisão para Daniel Alves, além de uma indenização de 150 mil euros à mulher que o acusa de estupro em uma casa noturna de Barcelona.
O MP também solicita dez anos de liberdade vigiada após o cumprimento da pena e a proibição de aproximação e comunicação com a vítima pelo mesmo período.
O caso teve início em dezembro do ano passado, quando o jogador foi acusado de violentar sexualmente uma jovem na boate Sutton. Desde então, Daniel Alves enfrenta mudanças em seu depoimento, troca de advogado e negativas a outros pedidos de liberdade provisória.