Crédito da Foto: Rafael Ribeiro/CBF; Instagram @joseluizrunco
O ex-chefe do departamento médico da Seleção Brasileira e também ex-profissional do Flamengo, José Luiz Runco, atualizou nesta sexta-feira (19) o estado de saúde de Carlos Alberto Parreira, internado em um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo Runco, o tetracampeão mundial com o Brasil está com pneumonia aguda, quadro que teria provocado insuficiência respiratória. Ele destacou que a situação não tem relação com o linfoma de Hodgkin, tipo de câncer diagnosticado anteriormente no sistema linfático.
“Ele teve um quadro de pneumonia aguda, começou a ter insuficiência respiratória e está internado no CTI do Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca. Estive lá hoje e ele está melhorando, mas ainda exige muitos cuidados. Pedimos que todos sigam em oração por esse grande profissional do futebol brasileiro”, afirmou Runco em entrevista à Voz do Esporte.
De acordo com boletim médico do hospital, divulgado também nesta sexta-feira, Parreira apresentou sinais de melhora, mas continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O ex-treinador ainda necessita de suporte para respiração e não há previsão de alta.
A luta contra o câncer foi tornada pública em janeiro de 2024, poucos dias após a morte de Mário Jorge Lobo Zagallo, com quem Parreira trabalhou na conquista da Copa do Mundo de 1994. Na época, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o treinador respondia positivamente ao tratamento.
Trajetória de um campeão mundial
Carlos Alberto Parreira marcou seu nome na história da Seleção Brasileira. Ele esteve presente em conquistas importantes: em 1970, atuou como preparador físico na campanha do tricampeonato mundial e, em 1994, foi o técnico responsável por levar o Brasil ao tetracampeonato, encerrando um longo jejum de títulos.
Em 2006, voltou a comandar a Seleção em uma Copa do Mundo e, posteriormente, foi coordenador técnico na campanha de 2014. Além do Brasil, também dirigiu seleções como Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita e África do Sul em diferentes edições do Mundial.









