Crédito da Foto: Cesar Greco/Palmeiras
A queda de rendimento do Palmeiras em novembro comprometeu de vez a luta pelos títulos da temporada. A eliminação na Conmebol Libertadores e a distância praticamente irreversível para o líder do Brasileirão deixaram o clube sem grandes expectativas para 2025. Ainda assim, o ambiente na Academia de Futebol está longe de ser de desânimo. Pelo contrário: a projeção interna é de um cenário mais promissor em 2026.
Apesar de 2025 caminhar para ser o primeiro ano sem conquistas sob o comando de Abel Ferreira, a diretoria confia plenamente no trabalho. A presidente Leila Pereira já garantiu a renovação do treinador até o fim de 2027, além da permanência do diretor de futebol Anderson Barros. Para Abel, o elenco atual ainda pode amadurecer e evoluir.
– Não é só trazer jogadores caros. É preciso formar uma mentalidade vencedora. Não fico triste depois de todas as mudanças que promovemos. Chegamos a decidir o título, tivemos o troféu nas mãos e deixamos escapar. Manter a consistência é muito difícil – disse o treinador após a derrota na final da Libertadores.
O ano foi marcado pela maior renovação de elenco desde o início da era Abel. O clube investiu cerca de R$ 700 milhões em 12 reforços, numa tentativa de rejuvenescimento e aumento de competitividade do grupo. Mesmo sem o desfecho esperado, a diretoria acredita que a base montada é sólida o suficiente para sustentar novas campanhas de alto nível.
Para 2026, o Verdão contará ainda com três importantes retornos internos. Weverton, Lucas Evangelista e Paulinho, todos em recuperação de lesão, devem voltar a treinar com o elenco no início da próxima temporada. A reintegração do volante, titular absoluto antes de se machucar, e do atacante — uma das contratações mais caras do clube — é vista como peça-chave para elevar o desempenho coletivo.
– Fizemos o que estava ao nosso alcance. Sofremos com lesões de jogadores fundamentais: nosso goleiro, nosso motorzinho Lucas e o atleta que mais produziu no futebol brasileiro no ano passado, o Paulinho. Mesmo assim, chegamos vivos a novembro. Isso precisa ser reconhecido. Fica a experiência – completou Abel.
O Palmeiras ainda tem duas partidas pela frente antes de fechar o ano. Nesta quarta, enfrenta o Atlético-MG fora de casa, e no domingo encerra sua participação no Brasileirão contra o Ceará, no Castelão. Vice-líder, o time está cinco pontos atrás do Flamengo e depende de um cenário improvável: vencer os dois compromissos e torcer para que o rival somar no máximo um ponto.









