Crédito da Foto: Cesar Greco/Palmeiras
A Sociedade Esportiva Palmeiras divulgou uma nota oficial na noite desta segunda-feira (11) afirmando que a Confederação Brasileira de Futebol reconheceu um erro de arbitragem ocorrido na partida contra o Clube do Remo, válida pelo Campeonato Brasileiro. O principal motivo da reclamação foi a anulação do gol marcado por Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo, no empate por 1 a 1.
Segundo o clube paulista, o reconhecimento aconteceu durante uma reunião promovida pela Comissão de Arbitragem da CBF com representantes de equipes da Série A. O Palmeiras esteve representado pelo diretor de futebol Anderson Barros.
No comunicado, o clube informou que voltou a cobrar providências da entidade para evitar novos erros considerados graves, destacando que situações como essa podem comprometer a credibilidade da competição. Apesar da cobrança, o Palmeiras ressaltou que não solicitou punições à equipe de arbitragem e afirmou que não cabe aos clubes interferirem nas decisões administrativas da CBF.
O lance polêmico aconteceu aos 50 minutos da etapa final. Após cruzamento na área, Bruno Fuchs marcou o que seria o gol da vitória palmeirense. No entanto, o árbitro Rafael Rodrigo Klein anulou o lance após identificar um possível toque de mão de Flaco López na origem da jogada.
A decisão gerou forte reclamação dos jogadores palmeirenses, especialmente do defensor autor do gol. Posteriormente, a CBF divulgou o áudio da análise do VAR, no qual Rafael Klein afirma que já suspeitava da irregularidade antes mesmo da revisão das imagens. Após checar o lance no monitor, o árbitro manteve a anulação do gol.a
Nota da íntegra do Palmeiras
“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.
O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.
Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.
Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional”









