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O retorno antecipado de Neymar aos gramados reacendeu a confiança da torcida santista, mas ao mesmo tempo gerou preocupação. A presença do camisa 10 no clássico desta quinta-feira, contra o Palmeiras, no Allianz Parque, ainda não está confirmada. O motivo principal é o gramado sintético do estádio, piso já criticado publicamente pelo jogador e que coloca o clube em alerta.
Depois de atuar por cerca de 30 minutos no empate contra o Fortaleza, na Vila Belmiro, o atacante participou apenas de um trabalho regenerativo nesta segunda-feira. Inicialmente, a comissão técnica havia programado uma atividade técnica com os reservas, mas optou por preservá-lo.
Apesar do desejo de contribuir com o Santos na luta contra o rebaixamento, sua escalação depende de avaliação conjunta do próprio atleta, do estafe e do técnico Juan Pablo Vojvoda. O treinador reconhece o peso de Neymar no elenco, mas reforça que a cautela deve prevalecer.
“É uma decisão que precisa ser tomada com calma. Queremos o Neymar bem até o fim da temporada. Ele sente o Santos, mas precisamos pensar no melhor para ele e para o clube”, destacou Vojvoda.
Neymar ainda não atuou no Allianz Parque desde seu retorno ao futebol brasileiro. Em agosto, chegou a afirmar que “jogar no Allianz é impossível”, demonstrando sua insatisfação com o gramado artificial — tema que já gerou debates entre atletas, clubes e federações.
Por isso, a presença do camisa 10 seguirá indefinida até a véspera do jogo. Internamente, o Santos mantém o mesmo discurso: prioridade total para a condição física do ídolo, mesmo que isso possa significar deixá-lo de fora de um dos jogos mais aguardados desta reta final de Brasileirão.









