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A eliminação do Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil extrapolou o resultado esportivo e acabou recaindo diretamente sobre Gabriel Barbosa. Principal contratação do clube para a temporada de 2025, o atacante virou alvo de duras críticas após desperdiçar a cobrança decisiva de pênalti na derrota por 5 a 4 para o Corinthians, na Neo Química Arena.
Pouco depois do apito final, torcedores celestes vandalizaram a arte em homenagem a Gabigol, pintada no muro da Toca da Raposa I para marcar sua chegada ao clube. O rosto do jogador foi coberto com tinta amarela e, ao lado, foi pichada a frase ofensiva: “Vai embora, lixogol”.
A repercussão do episódio foi imediata nas redes sociais. Entre a noite de domingo (14) e a manhã de segunda-feira (15), o nome de Gabigol figurou entre os assuntos mais comentados do X. Além da torcida cruzeirense, flamenguistas também reagiram ao momento vivido pelo atacante, que teve uma trajetória vitoriosa quando defendia o Flamengo.
Erro decisivo na semifinal
Mesmo atuando por poucos minutos, Gabriel Barbosa teve participação determinante no confronto. Ele entrou em campo aos 46 minutos do segundo tempo, acionado pelo técnico Leonardo Jardim, com a missão principal de cobrar um dos pênaltis da disputa.
Responsável pela quinta cobrança do Cruzeiro — que poderia garantir a vaga na final —, o atacante finalizou de forma inesperada, sem força e no centro do gol, facilitando a defesa de Hugo Souza. O erro gerou ainda mais revolta, sobretudo pelo histórico positivo de Gabigol em disputas de pênaltis.
Na sequência, o Corinthians converteu sua cobrança, levou a decisão para as alternadas e voltou a contar com o goleiro como destaque. Walace parou novamente em Hugo Souza, e Breno Bidon confirmou a classificação da equipe paulista.
Pedido de desculpas e futuro indefinido
Após a partida, Gabigol utilizou as redes sociais para se pronunciar. O atacante pediu desculpas à torcida e assumiu a responsabilidade pelo erro.
“Obrigado, Nação Azul, pelo apoio incondicional. Tenho certeza de que voltarei mais forte e pronto para ajudar quando for necessário”, escreveu.
O episódio agravou um cenário que já era delicado. Além da insatisfação mútua em relação à falta de oportunidades, o futuro do jogador ganhou novos pontos de incerteza com a possível chegada de Tite ao comando técnico do Cruzeiro. Após a eliminação, Leonardo Jardim deixou o cargo, e o nome de Adenor Bacchi passou a ser avaliado pela diretoria.
Tite e Gabigol carregam um histórico de relação desgastada, desde os tempos de Seleção Brasileira, acentuado durante a passagem do treinador pelo Flamengo, em 2024. O atrito culminou na última temporada do camisa 99 pelo clube carioca, o que pode influenciar diretamente os próximos passos do atacante no Cruzeiro.









