Crédito da Foto: Arquivo AP
O esporte brasileiro se despede de um de seus maiores ídolos. Oscar Schmidt, eternizado como “Mão Santa”, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O ex-jogador foi socorrido e encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), mas não resistiu.
Em nota, o hospital informou que o atleta já chegou à unidade em estado grave, após atendimento do SAMU, e recebeu todos os cuidados necessários. A instituição também prestou apoio à família neste momento de luto.
Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Filipe e Stephanie. Irmão do apresentador Tadeu Schmidt, ele teve sua trajetória marcada por conquistas históricas dentro das quadras e por uma personalidade forte fora delas.
Em comunicado, a família destacou a longa batalha do ex-atleta contra um tumor cerebral, enfrentada ao longo de mais de 15 anos com coragem e determinação. A despedida será realizada de forma reservada, restrita aos familiares.
Uma carreira histórica
Considerado um dos maiores nomes do basquete mundial, o “Mão Santa” construiu números impressionantes. Ele é o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, além de somar 7.693 pontos com a camisa da seleção brasileira.
Mesmo sem atuar na NBA, Oscar conquistou reconhecimento internacional e respeito até nos Estados Unidos, berço do basquete. Sua decisão de abrir mão da liga norte-americana para seguir defendendo a seleção brasileira se tornou um dos episódios mais marcantes de sua carreira.
O ex-jogador participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos e integrou diferentes galerias de honra do esporte, incluindo o Hall da Fama do basquete e o Hall da Fama da NBA. Em abril deste ano, também foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.
Trajetória de um ídolo
Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar iniciou no esporte ainda jovem e rapidamente se destacou. Passou por clubes importantes no Brasil e no exterior, com destaque para sua longa passagem pelo basquete italiano, onde acumulou títulos e recordes, além de atuar também na Espanha.
De volta ao Brasil, defendeu equipes como Corinthians e Flamengo, onde encerrou a carreira em 2003. Pelo clube carioca, alcançou uma de suas maiores marcas ao se tornar, na época, o maior pontuador da história do basquete mundial, com 49.737 pontos, superando Kareem Abdul-Jabbar.
Anos depois, em 2024, o recorde foi ultrapassado por LeBron James.
Legado eterno
Após se aposentar, Oscar também atuou como dirigente e seguiu ligado ao basquete. Sua carreira foi marcada por feitos históricos, como a conquista dos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil em uma vitória emblemática sobre os Estados Unidos.
Ao longo dos anos, recebeu homenagens de grandes nomes do esporte, como Larry Bird e Kobe Bryant, consolidando seu nome entre os maiores da história.
Mais do que recordes, o “Mão Santa” deixa um legado de dedicação, paixão pelo esporte e inspiração para gerações de atletas no Brasil e no mundo.









