Crédito da Foto: Reprodução/Linkedin/Marcos Faria Lamacchia
O Vasco da Gama voltou a ter um nome forte ligado à possível aquisição de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), após a saída da 777 Partners, ocorrida há cerca de um ano e meio. O interessado é o empresário Marcos Faria Lamacchia, filho de José Lamacchia, proprietário da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
Aos 47 anos, Marcos Lamacchia nasceu do casamento entre José Roberto Lamacchia e Junia Faria, filha do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, ex-integrante da lista de bilionários da revista Forbes, falecido em 2020. Com formação acadêmica sólida, ele é graduado em Administração de Negócios, com especializações em Contabilidade e Direito Empresarial pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, além de possuir especialização em Direito Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Ao longo da carreira, Marcos passou por instituições como Eagle Bank, Conglomerado Alfa e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Entre 2004 e 2009, também ocupou o cargo de diretor da Crefisa, empresa do grupo familiar.
Desde 2008, é sócio-fundador e CEO da Blue Star, consultoria financeira e de investimentos sediada em São Paulo, da qual sua mãe, Junia Faria, também é sócia. Conhecido por manter perfil reservado, o empresário raramente aparece em público ou nas redes sociais, mantendo atuação discreta no mercado financeiro.
Apesar da ligação familiar com Leila Pereira, Marcos Lamacchia possui trajetória independente e construiu carreira própria no setor de investimentos, sem envolvimento direto na gestão das empresas da madrasta ou do pai.
No cenário atual da SAF do Vasco, o clube associativo detém 30% das ações. Outros 31% pertencem à 777 Partners, que adquiriu a participação em 2022, enquanto os 39% restantes estão sob disputa em processo de arbitragem. A venda dessa parcela depende de um acordo entre as partes ou de uma decisão judicial favorável ao Vasco.
Recentemente, a Crefisa, presidida por Leila Pereira, firmou um acordo para conceder um empréstimo de R$ 80 milhões ao Vasco. O recurso será utilizado para cobrir despesas operacionais do clube, que enfrenta dificuldades financeiras após o afastamento da 777 Partners do comando da SAF e a interrupção dos aportes previstos.









