Luis Rubiales, banido pela Fifa por três anos após incidente de beijo não consentido em Jenni Hermoso, deixa presidência da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). A punição, baseada no artigo 13 do código disciplinar da entidade, ocorreu devido à "violação de regras de conduta decente" e a "comportamentos que prejudicam a reputação do futebol ou da Fifa".
Dentro de 10 dias, Rubiales pode solicitar detalhes do veredicto e recorrer da decisão.
Rubiales beijou Hermoso em 20 de agosto, durante a celebração da vitória da seleção espanhola na Copa do Mundo Feminina. As imagens geraram ampla reação negativa e Rubiales defendeu-se, afirmando que o gesto havia sido consensual. Posteriormente, em uma assembleia da RFEF, declarou que não renunciaria e alegou ser uma vítima do que chamou de "falso feminismo".
Essas declarações levaram Hermoso a tomar uma posição firme ao lado de suas colegas, exigindo a saída do dirigente. Caso contrário, o grupo campeão do mundo se recusaria a representar a seleção espanhola. Diante da negativa de Rubiales, a Fifa suspendeu-o preventivamente enquanto investigava o caso.
O veredicto final chegou nesta segunda-feira, banindo Rubiales por três anos, embora já tenha deixado o cargo em 10 de setembro. Ele enfrenta um processo na justiça espanhola por agressão sexual e coerção.
Além disso, Rubiales teve de renunciar à vice-presidência da Uefa, cargo que rendia 250 mil euros por ano. Ao optar por se afastar, afirmou não desejar interferir na candidatura da Espanha para sediar a Copa do Mundo de 2030, em parceria com Portugal e Marrocos. A proposta foi aprovada pela Fifa no início do mês, com a inclusão de partidas na Argentina, Paraguai e Uruguai na primeira rodada.









