Crédito da Foto: Montagem Site Esporte MT
A juíza Ana Cristina Mendes, da 4ª Vara Cível de Cuiabá, autorizou o Ministério Público do Estado (MPE) a atuar na eleição da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).
A disputa pelo comando da entidade envolve o atual presidente e candidato à reeleição, Aron Dresch, pela chapa ‘Federação Para Todos’, e Dorileo Leal, que lidera a chapa concorrente.
Apesar de a FMF ser uma entidade privada, o Ministério Público argumenta que, por exercer funções públicas e receber recursos federais, a eleição da federação é de interesse coletivo.
A FMF, por exemplo, é beneficiária de termos de fomento da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, totalizando R$ 588 mil em repasses.
Por outro lado, a federação defende que a questão deve ser resolvida internamente, conforme seu estatuto, e critica a judicialização do processo, especialmente após o clube Campo Novo ser excluído do colégio eleitoral por decisão arbitral.
O MPE abriu um inquérito em abril para investigar possíveis irregularidades na eleição, como falta de transparência, descumprimento do estatuto e compra de votos. Foram solicitadas análises de contratos, levantamento de ações judiciais e investigação documental para garantir a legitimidade do pleito.
O caso ganhou força após o clube Campo Novo reclamar de prejuízo ao ser impedido de votar, mesmo tendo quitado suas dívidas dentro do prazo, enquanto o Juara, que pagou fora do prazo, foi autorizado a votar. Também foi questionada a elegibilidade do atual presidente Aron Dresch. A juíza concedeu liminar suspendendo a eleição.
Mesmo com a suspensão judicial, Aron Dresch convocou os clubes para uma assembleia no último sábado (03), onde tentou realizar a eleição após destituir a comissão eleitoral. No entanto, o presidente da assembleia, Helmute Lawisch, recusou-se a conduzir o pleito e sugeriu negociar nova data. A chapa de Dorileo Leal recusou acordo, mas a FMF anunciou a eleição para 10 de maio.
No mesmo dia 3, o desembargador de plantão negou pedido para suspender a liminar. No dia 6, a juíza Ana Cristina Mendes confirmou a suspensão da eleição e fixou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
A eleição da FMF segue suspensa até que o mérito da ação seja julgado, enquanto o mandato de Aron Dresch termina no próximo dia 25 de maio.









