Antes do confronto, os dois clubes divulgaram amplamente a partida em diversos meios de comunicação. O Mixto investiu em marketing em TVs, rádios e redes sociais para promover o confronto, que gerou grande mobilização na cidade de Cuiabá, marcando o retorno do maior campeão de Mato Grosso contra o atual campeão estadual.
O público presente foi expressivo, ultrapassando 7,5 mil pessoas, resultando em uma renda bruta de R$ 117,3 mil, a maior registrada na competição até então. Apesar da arrecadação significativa, o Cuiabá se propôs a repassar apenas R$ 18,5 mil ao Mixto, alegando despesas que o Mixto considera exclusivas do Cuiabá, como alimentação para os atletas no vestiário após o jogo, contratação de mascotes e outras.
O Mixto entende que o valor justo seria em torno de R$ 29,7 mil para cada clube. Após tentativas de acordo amigável, a situação foi levada à justiça devido à falta de interesse da diretoria do Cuiabá em resolver o impasse de forma administrativa e conciliatória.
"O Mixto tem buscado resolver a situação há quase um ano de forma administrativa e amigável, mas nunca fomos sequer atendidos pelo Cuiabá. Sempre recebemos muita arrogância e indiferença, o que demonstra o claro interesse do Cuiabá em realizar o calote da renda dividida", afirmou o presidente Vinícius Falcão.
A ação foi proposta pelo Mixto, representado pelo advogado e torcedor mixtense Eduardo Costa e Silva. A decisão liminar do juiz Gilberto Bussiki visa garantir o pagamento dos R$ 18,5 mil não repassados ao Mixto, enquanto o mérito da ação deliberará sobre a diferença de pagamento e os danos morais causados ao Alvinegro.