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O tênis corre nas veias de Livas Damázio, de 15 anos, desde a infância. A paixão pelo esporte começou com as primeiras aulas ministradas pelo pai, que também recebeu incentivo do avô do atleta. Uma trajetória semelhante à de Leonardo Stork, 16, que também vem de uma família de entusiastas do tênis. Hoje, os dois se preparam para representar o Brasil na Copa Davis Júnior, sonhando com o título e consolidando-se como grandes promessas do esporte.
A dupla mato-grossense disputará o mundial em Santiago, no Chile, entre os dias 3 e 9 de novembro, após garantir a vaga com o título do Sul-Americano sub-16, realizado no Paraguai, em agosto. Amigos desde a infância, Livas e Leonardo treinavam juntos na academia do pai de Damázio antes de se mudarem de Cuiabá em busca de melhores oportunidades de preparação.
Com 12 anos, Damázio foi para São Paulo, onde participou de diversos campeonatos, conquistando títulos importantes, como o Sul-Americano sub-14, em 2024, e o sub-12, em 2022. Ele lembra do nervosismo ao jogar pela primeira vez pelo país, mas destaca que o apoio da equipe ajudou a superar a tensão.
“Eu estava bastante nervoso nos primeiros games, é uma sensação única. Com a ajuda do treinador, consegui me concentrar e nos sagramos campeões naquele ano”, contou Damázio.
O atleta ressalta que a dedicação ao tênis começou cedo e sempre foi levada a sério.
“Desde que entrei na quadra, sempre fui muito competitivo e focado em ganhar. É preciso treinar e batalhar muito para estar pronto e representar o Brasil na Copa Davis Júnior”, afirma.
Leonardo Stork também seguiu caminho semelhante, mudando-se para o Rio de Janeiro, onde treina na Rio Tennis Academy. Para ele, a mudança foi crucial para profissionalizar sua carreira.
“Foi uma decisão difícil ficar longe da família, mas isso fez o esporte se tornar sério de verdade. Hoje me sinto muito mais preparado e confiante”, disse Stork.
O ano de 2025 marcou o primeiro título individual de Stork em uma competição da Federação Internacional de Tênis (ITF), no J100 de Londrina, em julho. O atleta valoriza representar não apenas o Brasil, mas também o Mato Grosso.
“É muito gratificante levar o nosso Estado para fora e mostrar que daqui podem surgir futuras promessas. Estamos felizes em representar Mato Grosso e nossa história”, finalizou.









