Crédito da Foto: Divulgação / São Paulo
A força-tarefa policial que investiga um suposto esquema de exploração irregular de camarotes no São Paulo Futebol Clube avançou na apuração e identificou indícios de que a prática não se limitou a um único evento. Inicialmente relacionado ao show da Shakira, o caso pode envolver outros espetáculos realizados no estádio ao longo dos últimos anos.
De acordo com a investigação, há elementos que apontam que a comercialização clandestina de espaços VIP ocorre ao menos desde 2023. A polícia apura se o esquema foi mantido de forma reiterada em diferentes eventos, buscando determinar quando a prática teve início e se houve continuidade ao longo do tempo.
Os investigadores trabalham para caracterizar a conduta como exploração ilegal sistemática dos camarotes, com possível prejuízo ao clube, que teria sido mantido à margem de qualquer formalização oficial. Entre os crimes analisados estão corrupção privada no esporte e associação criminosa.
Oitivas e diligências reforçam apuração
O inquérito entrou na fase de oitivas de investigados e testemunhas. Na terça-feira (24), Rita de Cássia Adriana Prado prestou depoimento, mas optou por permanecer em silêncio, alegando problemas de saúde. Ao deixar a delegacia, ela chegou a desmaiar.
As próximas oitivas devem ouvir Mara Casares e Douglas Schwartzmann. Ainda assim, a Polícia destaca que o andamento das investigações não depende exclusivamente dos depoimentos. O trabalho segue sustentado por documentos, análises financeiras e dados de inteligência já coletados.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, fortalecendo o conjunto de provas reunidas até o momento.
Gestão anterior também é alvo
O caso é conduzido pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, por meio da terceira delegacia especializada em crimes de lavagem de dinheiro, em conjunto com o Ministério Público. O inquérito está sob responsabilidade do delegado Tiago Fernando Correia.
As apurações incluem possíveis irregularidades atribuídas a dirigentes do clube durante a gestão do presidente Julio Casares, no período entre 2021 e janeiro de 2026.
Ao todo, tramitam três inquéritos que tratam o São Paulo como possível vítima. Além do caso dos camarotes, também estão sob análise suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades no clube social, frentes que, até o momento, não resultaram em novas intimações.









