Crédito da Foto: Arquivo / Assessoria
O interventor da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Luciano Hocsman, convocou a primeira assembleia-geral da entidade desde o fim do mandato de Aron Dresch. Nomeado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em junho, após a Justiça suspender a eleição da federação por denúncias de irregularidades, Hocsman marcou a reunião oficial para o dia 23 de outubro.
Segundo o documento divulgado, a convocação atende a um pedido de mais de um quinto dos clubes filiados. No entanto, o que mais chama atenção é a pauta proposta: alterações no Estatuto Social da FMF e nas regras estatutárias. O tema é sensível, já que a tentativa de Dresch de disputar uma terceira reeleição foi barrada pela Lei Geral do Esporte e pelo próprio estatuto da entidade.
Entre as propostas que serão discutidas, está a criação de um conselho de clubes com representantes eleitos de forma proporcional, responsável por deliberar sobre “temas estratégicos”. A ideia resgata uma iniciativa da gestão de Carlos Orione, que chegou a implementar um conselho semelhante, mas que acabou extinto após disputas internas pelo comando da federação.
Outro ponto destacado por Hocsman é a implantação de mecanismos de transparência ativa. Ele pretende disponibilizar publicamente relatórios financeiros, contratos e decisões administrativas da FMF em um portal de livre acesso. A medida atende a uma antiga reivindicação de clubes e dirigentes, que por anos criticaram a falta de clareza sobre acordos com patrocinadores e direitos de transmissão — o chamado “fim da caixa preta”.
O interventor também planeja ampliar o número de vice-presidências regionais para fortalecer a representatividade das regiões e descentralizar decisões. Além disso, pretende criar novas diretorias voltadas a áreas estratégicas, como Futebol Feminino, Divisão de Base, Marketing, Comercial e Relacionamento Institucional, visando modernizar a estrutura da entidade e fomentar o desenvolvimento do futebol em Mato Grosso.
Apesar das propostas de reformulação, Hocsman evitou mencionar qualquer previsão sobre o processo eleitoral da FMF. Em entrevista anterior ao jornal A Gazeta, o dirigente admitiu que, devido aos prazos regimentais necessários para convocação, registro de chapas e análise de documentos, a eleição pode acabar sendo realizada apenas em 2026.









