Crédito da Foto: Arquivo / Assessoria
A possível chegada de Ramón Díaz ao Santos ganhou força nas últimas horas. Recém-saído do Corinthians, onde conquistou o título paulista, o técnico argentino de 65 anos foi sugerido por Neymar pai à diretoria santista e passa a ser avaliado como uma opção viável para assumir o comando da equipe.
Apesar da indicação e da boa impressão deixada por Díaz em sua curta passagem pelo rival alvinegro, o Santos nega oficialmente que esteja em negociação com o treinador. Procurado, o estafe do argentino não respondeu aos contatos da reportagem do ge.
Falta de opções e momento delicado pesam na análise
Vivendo um momento turbulento na Série A do Campeonato Brasileiro e figurando na zona de rebaixamento, o Santos se vê diante de um cenário com poucas alternativas no mercado.
Diante disso, Ramón Díaz surge como um nome capaz de oferecer experiência e liderança para tentar reverter a má fase do time.
As conversas podem avançar nos próximos dias, dependendo de uma convergência entre o projeto proposto pelo Santos e o interesse pessoal de Díaz em retornar ao trabalho tão rapidamente após sua saída do Corinthians.
Família Díaz avalia com cautela novo desafio
Em entrevista à ESPN, Emiliano Díaz, filho e auxiliar técnico do treinador, demonstrou cautela quanto ao futuro. Ele lembrou dos desgastes vividos nas passagens recentes por Vasco e Corinthians e indicou que não querem repetir experiências com pressões extremas em contextos de urgência por resultados.
— Temos que pensar bem no próximo passo. Viver de novo o que vivemos no Vasco, com pouco tempo para tentar salvar do rebaixamento, não é saudável.
A família sofre, desgasta. E ninguém valoriza — afirmou Emiliano. Ele também confirmou que André Cury, empresário que agencia o técnico, consultou sobre a possibilidade de comandar o Santos.
Outras opções recusaram o Santos
Antes de considerar Ramón Díaz, o Santos já havia recebido negativas de nomes como Tite e Dorival Júnior. Também conversou com Jorge Sampaoli, mas não houve acordo quanto ao momento ideal para sua chegada: o argentino só gostaria de assumir o cargo no meio do ano, após a abertura da janela de transferências.
Há ainda a possibilidade de efetivar César Sampaio, atual interino. Contudo, internamente, existe receio de que o ex-volante não tenha a estabilidade necessária para resistir à pressão em caso de resultados negativos seguidos.









