Crédito da Foto: Reprodução/FIFA
A seleção brasileira entra na reta final de preparação para o confronto contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, cercada de dúvidas sobre a formação ideal. O técnico Carlo Ancelotti ainda não definiu a equipe titular e analisa cuidadosamente qual estratégia utilizar para garantir a classificação às quartas de final.
A preocupação do treinador aumentou após a vitória da Argentina sobre Cabo Verde por 3 a 2. Apesar da eliminação da seleção africana, a partida serviu como alerta. Cabo Verde aproveitou os espaços deixados pelos argentinos e conseguiu criar diversas dificuldades em contra-ataques, cenário que Ancelotti não deseja repetir diante dos noruegueses.
A avaliação da comissão técnica é de que a Noruega possui mais qualidade técnica e poder de definição do que Cabo Verde, tornando qualquer erro defensivo ainda mais perigoso.
Nos treinamentos realizados nesta semana, Martinelli apareceu entre os titulares, oferecendo mais movimentação ao setor ofensivo. O atacante alternou posições com Matheus Cunha, ampliando as opções para Rayan e Vinicius Júnior na frente.
Por outro lado, uma formação mais ofensiva pode gerar consequências defensivas. Casemiro e Bruno Guimarães ficariam mais sobrecarregados na marcação, enquanto os laterais Danilo e Douglas Santos poderiam ficar mais expostos aos avanços adversários.
Diante desse cenário, Ancelotti avalia se vale a pena apostar em uma postura agressiva desde o início da partida ou optar por um time mais equilibrado. Uma das alternativas estudadas é a entrada de Danilo Santos no lugar de Lucas Paquetá, que está lesionado.
Com um volante de maior proteção, Bruno Guimarães teria mais liberdade para apoiar o ataque, enquanto os laterais poderiam avançar com mais segurança. Em compensação, o sistema ofensivo brasileiro teria menos jogadores para pressionar a defesa norueguesa.
A comissão técnica também busca evitar que a Seleção apresente a instabilidade vista contra o Japão, quando sofreu o primeiro gol e encontrou dificuldades para reagir em alguns momentos da partida.
Além das análises realizadas pela equipe técnica e dos relatórios obtidos por observação direta e imagens aéreas, Ancelotti tem compartilhado com os jogadores os estudos sobre a melhor formação para enfrentar os noruegueses.
Outro fator que preocupa é o forte calor previsto para o confronto. As autoridades norte-americanas seguem emitindo alertas sobre as altas temperaturas que atingem o país durante o verão. A CBF chegou a consultar a Fifa sobre uma possível alteração no horário da partida, marcada para as 17h locais (18h de Brasília), mas o pedido não foi atendido.
A definição da equipe ficou para a véspera do jogo, situação incomum para muitos treinadores brasileiros, mas que não incomoda Ancelotti.
“Posso definir a escalação um dia antes sem problema algum. Os jogadores estão preparados e podem atuar da maneira que for melhor para o Brasil”, afirmou o treinador.
Nesta sexta-feira, a Seleção realizará mais uma atividade fechada à imprensa no MetLife Stadium, em New Jersey. A expectativa é que a decisão final sobre a formação seja tomada após o treinamento.
A escolha de Ancelotti será determinante para o futuro do Brasil na Copa do Mundo. Entre apostar na força ofensiva ou priorizar o equilíbrio tático, o treinador busca a fórmula ideal para superar uma Noruega considerada uma das adversárias mais perigosas enfrentadas pela Seleção até agora no torneio.









