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A Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) convocou clubes e ligas filiadas para uma Assembleia Geral Extraordinária no dia 23 de outubro, na sede da entidade em Cuiabá. O objetivo do encontro é discutir mudanças no Estatuto Social, com foco na modernização administrativa e maior transparência nas ações da federação.
Conforme o edital assinado pelo interventor Luciano Hocsman, a pauta inclui a criação de um Conselho de Clubes, formado por representantes eleitos proporcionalmente, que participará das decisões estratégicas da FMF. Além disso, estão previstas medidas de transparência ativa, como a divulgação pública de balanços financeiros, contratos e atos administrativos. Outras propostas em análise envolvem a ampliação das vice-presidências para garantir representatividade regional e a criação de novas diretorias, incluindo Futebol Feminino, Divisão de Base, Marketing e Comercial, e Relacionamento Institucional.
A assembleia ocorrerá em primeira convocação às 14h e, se não houver quórum, em segunda chamada às 14h30, podendo ser realizada independentemente do número de participantes.
Essas alterações fazem parte de uma reestruturação da FMF, que, sob gestão de um presidente interino, busca alinhar sua governança e práticas de transparência às adotadas em outras federações do país. Caso aprovadas, as mudanças devem ampliar a participação institucional dos clubes e profissionalizar ainda mais a administração da entidade.
Situação eleitoral da FMF
O processo eleitoral da federação está suspenso desde o primeiro semestre de 2025, devido a disputas judiciais e questionamentos sobre a legitimidade das chapas. Em 26 de agosto, o árbitro de emergência do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), Octávio Fragata Martins de Barros, transformou o julgamento do recurso da Chapa Progresso no Futebol em diligência, adiando a decisão.
A FMF foi intimada a se manifestar até 17 de setembro, esclarecendo o cumprimento das determinações da Comissão Eleitoral, incluindo a republicação do edital eleitoral e observância dos prazos. Após essa etapa, as partes envolvidas terão até outubro para apresentar considerações, antes que o árbitro retome a análise e defina os próximos passos.
Enquanto isso, a direção da FMF segue sob o interventor Luciano Hocsman, também presidente da Federação Gaúcha de Futebol. O CBMA reforça que o objetivo é garantir transparência, estabilidade e segurança jurídica em todo o processo eleitoral.









