No confronto de ida, os equatorianos haviam prevalecido, vencendo os cariocas por 1 a 0 e trazendo consigo a vantagem do empate no tempo regular. Este resultado também pôs fim a uma incômoda sequência de derrotas, já que a LDU havia triunfado sobre o Fluminense nas duas finais anteriores, tanto na decisão da Libertadores em 2008 quanto na Sul-Americana no ano seguinte.
O título da Recopa Sul-Americana enriquece o rol de conquistas do Fluminense, acrescentando mais um troféu inédito à sua história centenária. Enquanto Cano não conseguiu balançar as redes neste jogo, Arias saiu como herói ao marcar os dois gols decisivos.
A partida seguiu o enredo esperado desde o início. Buscando a vitória, o Fluminense partiu para o ataque, encontrando uma LDU preparada para resistir à pressão. Com um esquema defensivo sólido e usando artifícios para desacelerar o jogo carioca, a LDU adotou uma postura predominantemente defensiva.
O Fluminense pressionou nos primeiros 10 minutos, com Martinelli perdendo uma chance clara na pequena área ao não conseguir superar o goleiro Domínguez. A pressão continuou, seja através do movimento dos atacantes em busca de espaços ou dos tradicionais cruzamentos na área.
Diante da necessidade de vencer, até mesmo os jogadores designados apenas para defender se aventuraram no ataque. Com a marcação equatoriana resistindo na maior parte do tempo, Felipe Melo arriscou avanços e lançamentos para surpreender a defesa montada pelos adversários.
Hurtado, o jogador mais avançado da LDU, estava mais focado na marcação do que nas ações ofensivas. Para confundir a marcação equatoriana, até mesmo houve inversão de papéis, como Ganso subindo na pequena área para cabecear uma bola cruzada por Arias.
Apesar do domínio estéril, o tempo tornou-se o principal adversário do Fluminense. Após Cano desperdiçar uma chance clara ao finalizar de dentro da área no final do primeiro tempo, a torcida começou a demonstrar sinais de impaciência.
Na volta do intervalo, Diniz retirou um defensor para adicionar mais um atacante, com John Kennedy entrando no lugar de Felipe Melo. Em busca do gol que forçaria pelo menos a prorrogação, mais três substituições foram feitas por Diniz, com Renato Augusto, Marcelo e Douglas Costa entrando em campo. A pressão aumentou, mas a LDU continuou a se defender bem e a fazer cera para ganhar tempo.
Aos 30 minutos, a agonia da torcida teve uma pausa quando Samuel Xavier cruzou a bola pela direita, encontrando a cabeçada certeira de Arias. Com o gol, a torcida celebrou nas arquibancadas. No entanto, a dramatização persistiu para o Fluminense, que perdeu John Kennedy logo após abrir o placar, devido a uma entrada violenta.
Aos 42 minutos, o lance que definiu o confronto ocorreu. Renato Augusto recebeu a bola na área e sofreu uma falta de Valverde. O árbitro, próximo à jogada, marcou o pênalti. Arias converteu, selando a vitória do Fluminense no confronto.
FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 2 X 0 LDU
FLUMINENSE – Fábio; Samuel Xavier, Felipe Melo (John Kennedy), Thiago Santos e Diogo Barbosa (Marcelo); André, Martinelli e Ganso (Renato Augusto); Arias, Keno (Douglas Costa) e Cano: Fernando Diniz.
LDU – Dominguez; Quintero, Ricardo Adé, Mina e Quiñonez; Zambrano, Valverde e Sebastian González (Alzugaray); Piovi, Hurtado (Alex Arce) e Estupiñam (Jhojan Julio). Técnico: Adrian Gabbarini.
GOLS -, Arias aos 30, e Arias, aos 44 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Thiago Santos, Fluminense); Quintero e Jhojan Julio(LDU).
CARTÕES VERMELHO – John Kennedy, Diogo Barbosa e Samuel Xavier (Fluminense) (LDU).
ÁRBITRO – Facundo Tello (ARG).
RENDA – R$ 5.897.327,50.
PÚBLICO – 61.217 presentes.
LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio (RJ).