O Fluminense alcança sua primeira conquista na Libertadores em seus 121 anos de história, unindo seu nome ao rol dos ilustres na galeria da Glória Eterna do torneio. Uma vitória que trouxe um sabor completamente novo para os tricolores, um feito para ser saboreado até o Mundial da FIFA, em dezembro.
Lá, a equipe do Rio enfrentará, entre outros, o poderoso Manchester City de Pep Guardiola, se ambos chegarem à final. O sentimento de pertencimento à cidade pertence inteiramente aos torcedores do Fluminense, após vencer o Boca Juniors por 2 a 1 na prorrogação, desempatando o empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.
O primeiro gol da partida foi marcado pelo argentino Cano, com um toque característico dentro da área, diante de 69 mil espectadores no Maracanã. Cano, com 35 anos e 13 gols na competição, se tornou o artilheiro do time. No entanto, o herói da conquista foi o jovem John Kennedy, que marcou um gol espetacular na prorrogação após assistência de Keno.
Durante o tempo regular, o Boca empatou com Advíncula. O Fluminense mereceu a vitória, mas a emoção foi intensa, especialmente quando Kennedy foi expulso durante a comemoração do gol.
Na decisão, o Fluminense adotou uma abordagem cautelosa nos primeiros 45 minutos, mantendo a posse de bola em 82% aos 15 minutos, ditando o ritmo do jogo. Essa estratégia foi facilitada pela postura defensiva do Boca, que não avançava sua marcação e se protegia na defesa.
Sob a orientação de Ganso e Marcelo, que emocionou-se antecipadamente pela vitória, o time seguiu as instruções de Fernando Diniz para controlar o confronto. Keno causou problemas pelo lado esquerdo, lutando intensamente contra Advíncula até mudar para o lado direito e confundir a defesa adversária.
A equipe do Fluminense mostrou-se mais forte pelo lado direito, especialmente com Arias, de onde nasceu a jogada que levou ao gol de Cano. Em nenhum momento o Boca fez o suficiente para merecer outra sorte. A partida foi marcada por uma cabeçada de Valentini em Ganso, antes de um escanteio na área tricolor, mas o árbitro permitiu que o jogo prosseguisse.
No segundo tempo, o Fluminense manteve a posse da bola, enquanto o Boca teve que avançar mais, embora não tenha mostrado a intensidade esperada. O empate veio com Advíncula num belo chute da esquerda. A disputa tornou-se mais intensa, o que levou o jogo para a prorrogação. No tempo adicional, John Kennedy marcou um gol incrível aos 8 minutos, mas sua comemoração resultou na expulsão devido a um segundo cartão amarelo. O jogo esquentou, com tapas e mais um cartão vermelho, desta vez para Fabra.
O segundo tempo da prorrogação foi marcado por tensão, inclusive com um chute na trave do Boca por parte de Guga. O Fluminense manteve a vantagem e celebrou sua primeira Libertadores.
FICHA TÉCNICA:
BOCA JUNIORS 1 X 2 FLUMINENSE
BOCA JUNIORS – Romero; Advíncula, Figal (Valdez), Valentini e Fabra; Pol Fernández, Ezequiel (Saracchi), Medina (Taborda) e Barco (Langoni); Merentiel (Janson) e Cavani (Benedetto). Técnico: Jorge Almirón.
FLUMINENSE – Fábio; Samuel Xavier (Guga), Nino, Felipe Melo (Marlon) e Marcelo (Diogo Barbosa); André, Martinelli (Lima) e Ganso; Arias, Cano e Keno (David Braz). Técnico: Fernando Diniz
GOLS – Cano, aos 35 minutos do primeiro tempo; Advincula, aos 26 minutos do segundo; John Kennedy, aos 8 do primeiro tempo da prorrogação.
CARTÕES AMARELOS – Figal, Cavani, Zaracchi e Langoni (Boca Juniors); Kennedy, Keno, Cano e Nino (Fluminense).
CARTÕES VERMELHOS – John Kennedy (Fluminense) e Fabra (Boca Juniors).
ÁRBITRO – Wilmar Roldan (COL).
PÚBLICO – 69.232 pagantes.
RENDA – R$ 31.702.250,00.
LOCAL – Maracanã, no Rio.









