Crédito da Foto: Arquivo/Assessoria
O Campeonato Mato-grossense Feminino da Primeira Divisão, com início previsto para o fim de setembro, terá uma motivação extra para os clubes que sonham em furar a hegemonia de Mixto e Ação/Santo Antônio.
Além da briga pelo título estadual, as equipes estarão de olho em uma premiação de R$ 1,5 milhão, que pode mudar o planejamento de um dos participantes para a próxima temporada.
Várzea Grande Esporte Clube, Operário-VG e Sorriso Esporte Clube chegam ao Estadual com o desafio de enfrentar duas equipes que vêm dominando o futebol feminino de Mato Grosso nos últimos anos. Mixto e Ação possuem maior estrutura, investimento e experiência em competições nacionais e, por isso, aparecem novamente como principais candidatas ao título.
Terceiro lugar vale prêmio milionário
A grande novidade para os demais participantes está na disputa pela terceira colocação. Conforme definido no Arbitral Técnico da competição, o terceiro colocado receberá R$ 1,5 milhão em recursos destinados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer.
O valor será utilizado para viabilizar a participação do clube no Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3 de 2027, aumentando consideravelmente a importância da disputa pelas primeiras posições.
Como Mixto e Ação já possuem vagas garantidas, respectivamente, nas Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro, os outros clubes terão na terceira colocação uma oportunidade concreta de chegar ao cenário nacional.
Mixto e Ação largam na frente
Nos últimos anos, Mixto e Ação se consolidaram como as principais forças do futebol feminino estadual. A diferença não está apenas dentro de campo, mas também nos investimentos e na estrutura disponibilizada para a montagem dos elencos.
As duas equipes já têm assegurados recursos de R$ 1,5 milhão para a próxima temporada, destinados aos projetos que representam Mato Grosso nas competições nacionais.
Com esse cenário, o Alvinegro da Vargas e a equipe de Santo Antônio de Leverger devem novamente iniciar o Estadual como favoritos. Para Várzea Grande, Operário-VG e Sorriso, a missão será tentar reduzir essa diferença dentro de campo.
Várzea Grande já viveu experiência semelhante
A última edição do Estadual mostrou que os chamados coadjuvantes podem aproveitar uma boa campanha para mudar o patamar do projeto.
Na temporada passada, o então Operário Futebol Clube, atualmente denominado Várzea Grande Esporte Clube, terminou o campeonato como vice-campeão após ficar fora da decisão com a participação do Mixto. Com o resultado, a equipe garantiu a premiação de R$ 1,5 milhão e conquistou o direito de disputar a competição nacional de acesso à Série A2.
No entanto, a campanha no cenário brasileiro acabou ainda na primeira fase. O Várzea Grande não conseguiu avançar na luta pelo acesso e ficou fora da disputa por uma vaga na Série A2 de 2027.
Apesar da eliminação, a experiência mostrou a importância da premiação para os clubes que ainda buscam consolidar seus projetos no futebol feminino.
Operário-VG vê premiação como oportunidade
O Operário-VG entra no campeonato em um cenário de dificuldades financeiras e administrativas. Por isso, uma nova conquista da premiação milionária poderia representar um importante reforço para a continuidade do projeto.
Além de garantir a participação em uma competição nacional, os recursos podem ajudar na formação do elenco, preparação da equipe e melhoria da estrutura para a temporada seguinte.
O Sorriso também terá pela frente a oportunidade de surpreender os favoritos e transformar uma boa campanha estadual em um passo importante para ganhar espaço no futebol feminino nacional.
Briga vai além do título
Com Mixto e Ação como favoritos, a disputa pela terceira posição ganha um peso ainda maior. Caso as duas principais forças confirmem o favoritismo e terminem nas duas primeiras colocações, o terceiro colocado será o representante de Mato Grosso na Série A3 do Campeonato Brasileiro de 2027.
Assim, Várzea Grande, Operário-VG e Sorriso entram em campo sabendo que uma campanha consistente pode significar muito mais do que uma boa colocação no Estadual.
O Mato-grossense Feminino começa no fim de setembro com duas disputas paralelas: Mixto e Ação buscam manter a hegemonia, enquanto os demais participantes tentam surpreender e ficar com o prêmio de R$ 1,5 milhão, além da oportunidade de levar Mato Grosso novamente ao cenário nacional em 2027.









