Crédito da Foto: Arquivo/Assessoria
O Governo de Mato Grosso está avaliando a possibilidade de transferir a administração da Arena Pantanal para a iniciativa privada. A medida faz parte de um plano que busca diminuir os gastos públicos com a manutenção do estádio e aumentar a capacidade de geração de receitas por meio da realização de eventos esportivos, culturais e corporativos.
A proposta foi confirmada pelo governador em exercício, Otaviano Pivetta, que destacou a intenção de ampliar a participação do setor privado na gestão de espaços públicos voltados ao esporte, turismo, lazer e entretenimento. Segundo ele, a iniciativa pretende tornar a Arena Pantanal mais eficiente do ponto de vista operacional e financeiro.
Atualmente, o estádio representa uma despesa anual estimada em cerca de R$ 20 milhões para os cofres estaduais. A ideia é que uma empresa especializada assuma a gestão do complexo, passando a ser responsável pela operação do espaço, organização de eventos e exploração de oportunidades comerciais que garantam sua sustentabilidade econômica.
De acordo com Pivetta, a iniciativa privada possui mais flexibilidade para administrar empreendimentos de grande porte, o que pode contribuir para ampliar a utilização da Arena ao longo do ano. A expectativa é que o estádio receba um número maior de atrações esportivas, shows, feiras e eventos corporativos, reduzindo a dependência de recursos públicos.
O governador também ressaltou que a administração pública enfrenta limitações burocráticas e legais que muitas vezes dificultam uma gestão mais dinâmica. Na avaliação dele, empresas privadas têm maior capacidade para negociar contratos, captar investimentos e desenvolver estratégias que aumentem a arrecadação e a eficiência do empreendimento.
A Arena Pantanal não é o único projeto incluído nos planos do governo. O Executivo pretende adotar modelo semelhante em outros equipamentos públicos, como o Parque Novo Mato Grosso. Embora a construção seja concluída pelo Estado, a operação do espaço deverá ser repassada à iniciativa privada após sua inauguração.
Os estudos para definir a melhor forma de transferência da gestão já estão em andamento. Entre as possibilidades analisadas estão a concessão, uma parceria público-privada (PPP) ou outro mecanismo previsto na legislação. Até o momento, não há definição sobre o modelo que será adotado nem sobre os prazos para a conclusão do processo.
Construída para a Copa do Mundo de 2014, a Arena Pantanal tornou-se uma das principais estruturas esportivas de Mato Grosso. Além de partidas de futebol, o local recebe shows, exposições, eventos institucionais e diversas atividades que movimentam a economia e o turismo de Cuiabá.
Especialistas apontam que a concessão de equipamentos públicos à iniciativa privada tem sido utilizada em diferentes estados brasileiros como forma de reduzir despesas governamentais e ampliar a eficiência da gestão. No entanto, destacam que o sucesso do modelo depende de regras claras e contratos que garantam a preservação do patrimônio público e a qualidade dos serviços oferecidos.
Com o avanço das análises técnicas, o Governo de Mato Grosso deverá definir nos próximos meses os detalhes do projeto, que busca transformar a Arena Pantanal em um espaço mais sustentável financeiramente e com maior capacidade de atrair eventos durante todo o ano.









