Crédito da Foto: Alejandro Pagni/AFP
O Estádio Libertadores da América, em Avellaneda, foi interditado para investigação do Ministério Público da Argentina, após torcedores do Independiente e da Universidad de Chile se envolverem em uma série de confrontos violentos durante partida da Copa Sul-Americana. A suspensão preventiva foi determinada por medida cautelar do Tribunal da Província de Buenos Aires nesta sexta-feira.
O jogo do Independiente contra o Platense, válido pelo Campeonato Argentino e marcado para domingo, foi suspenso pela Agência de Prevenção da Violência no Esporte (Aprevide). Antes da decisão, o departamento jurídico do clube buscava liberar o estádio para a partida, mas a venda de ingressos já havia sido interrompida.
O Ministro da Segurança de Buenos Aires, Javier Alonso, reforçou que a segurança privada falhou no controle da torcida visitante durante o confronto.
“Está muito claro que a segurança privada falhou. Estamos acostumados a ver agentes acompanhando a torcida visitante, o que não ocorreu ontem”, afirmou Alonso à Rádio 10.
Enquanto isso, Independiente e Universidad de Chile tentam junto à Conmebol evitar punições que possam levar à eliminação da competição. Não há previsão de quando a unidade disciplinar da confederação anunciará uma decisão. Para efeito de comparação, no caso do Colo-Colo, em abril, dois torcedores morreram em confronto com a polícia, e a definição sobre o jogo contra o Fortaleza levou 20 dias, com vitória decretada por 3 a 0 ao time brasileiro.
Segundo balanços da imprensa argentina, pelo menos 10 pessoas ficaram gravemente feridas durante a confusão. A partida estava empatada em 1 a 1, com vantagem para a Universidad de Chile, quando a torcida visitante iniciou os ataques. A ausência de intervenção da segurança levou a torcedores locais a revidarem, intensificando a violência. Após cerca de 40 minutos de paralisação, a Conmebol decidiu cancelar o jogo e prometeu “máxima firmeza” na apuração dos fatos.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também se manifestou inicialmente cobrando punições, gerando desgaste com a Associação de Futebol Argentina (AFA). Posteriormente, a CBF esclareceu que a nota havia sido divulgada sem aprovação prévia.









