Crédito da Foto: Montagem Site Esporte MT
A disputa pela presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) está marcada por acusações graves que envolvem práticas ilícitas como suborno, coação, falsificação de documentos, fraude, compra de votos e até ameaças.
A eleição, que definirá o novo presidente da entidade para o quadriênio 2025-2029, tem gerado tensão após uma série de denúncias feitas ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que indicam manipulação do processo sucessório.
Atualmente, o presidente da FMF, Aron Dresch, lidera a chapa “Progresso no Futebol”, com os candidatos à vice-presidência Aluísio Bassani e Geandre Bucair.
Eles competem contra a chapa de oposição “Federação Para Todos”, encabeçada pelo empresário Dorileo Leal, com Reydner Souza e Leomar Lauxen. A eleição definirá não apenas o presidente, mas também os vice-presidentes e membros do Conselho Fiscal da FMF.
A assembleia será realizada de forma presencial, às 9h, com uma segunda convocação às 10h caso não haja quórum na primeira chamada.
Entretanto, o processo eleitoral ganhou repercussão negativa após uma série de gravações e mensagens de voz que expõem práticas ilícitas.
Em uma das conversas, um dirigente confirma que a FMF ofereceria R$ 50 mil a um clube, em troca do apoio para a reeleição de Aron Dresch, meses antes da publicação do edital eleitoral.
Outras gravações apontam para negociações envolvendo dinheiro e a obrigatoriedade de apoio à reeleição do atual presidente, incluindo um caso que envolveu um radialista de Chapada que utilizou o CNPJ de Poconé para disputar o Campeonato Estadual da Segunda Divisão.
Além disso, vários dirigentes contestaram o uso indevido de suas assinaturas na chapa de Aron Dresch, alegando falsificação de documentos.
Como resultado, o ex-presidente do União de Rondonópolis, Reydner Souza, entrou com uma queixa-crime na 8ª Vara Criminal de Cuiabá, acusando Aron Dresch de falsidade ideológica, crime que pode resultar em pena de 1 a 5 anos de prisão, conforme o Código Penal.









