Crédito da Foto: Ana Júlia Pereira
Marcada para a manhã deste sábado (3), em Cuiabá, a eleição que escolheria a nova diretoria da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) foi suspensa por decisão liminar da Justiça.
A oficial de justiça chegou à sede da entidade minutos antes do início da votação, interrompendo o processo que estava programado para começar às 9h.
A suspensão foi resultado de um pedido feito pela chapa de oposição "Federação Para Todos", liderada pelo empresário João Dorileo Leal, que apontou falhas no processo eleitoral.
Entre as denúncias estão a exclusão do clube Campo Novo do Parecis, que havia declarado apoio à oposição, e a possível inclusão do clube Juara, que, segundo a ação, não teria direito legal ao voto — favorecendo a atual gestão.
“A Justiça reconheceu a desigualdade nas condições da disputa. Essa decisão é fundamental para que se tenha uma eleição justa, com isonomia e respeito ao processo democrático”, destacou o advogado da chapa de Dorileo, Antônio Eduardo Costa Silva.
No local da votação, o clima era de tensão. Desde cedo, o acesso à sede da FMF foi rigidamente controlado, com checagem de nomes na entrada. Pela primeira vez, o pleito ocorreria com portas fechadas e sem a presença da imprensa, que só teria acesso após o fim da eleição.
Conforme divulgado pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), responsável por acompanhar o pleito, participariam da votação representantes de 21 clubes e uma liga esportiva.
O atual presidente da FMF, Aron Dresch, buscava a reeleição para o terceiro mandato consecutivo. À frente da entidade desde 2017, ele tenta ampliar sua permanência no comando da federação para 12 anos.
Do outro lado, Dorileo Leal, conhecido por sua atuação como presidente da SAF do Mixto Esporte Clube, encabeça a principal chapa opositora e tem sido uma voz ativa contra a atual administração da FMF.









