Crédito da Foto: Assessoria Setasc
Na semana do Dia Internacional da Mulher, o Mixto feminino, em colaboração com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), conduziu a primeira palestra sobre o protagonismo feminino no futebol.
O evento inaugural ocorreu nesta terça-feira (5) na Escola Estadual Heliodoro Capistrano, localizada no Bairro Parque Cuiabá, contando com a presença da técnica Kethleen Azevedo e das atletas Drielly Souza e Sthepane Souza.
Kethleen enfatizou a importância da palestra para destacar o papel da mulher na sociedade, especialmente em um esporte historicamente marcado pelo machismo. "Foi de suma importância mostrar para as meninas que elas podem estar onde elas quiserem, e também contar um pouco da história do futebol feminino do clube", ressaltou a treinadora.
Eduardo Anicesio de Matos, historiador do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), vinculado à Setasc, destacou a relevância do evento, especialmente durante a semana da mulher. Ele ressaltou a importância de compartilhar a história do Mixto com os estudantes, destacando a primeira presidente do clube, Zulmira Canavarros, e seu papel na defesa da igualdade de gênero.
O historiador destacou ainda que o primeiro título nacional de Mato Grosso foi conquistado pelas Tigresas, que foram campeãs brasileiras em 2023. Ele ressaltou a riqueza da história do Mixto, tanto pelo passado quanto pelo protagonismo atual do time feminino, que foi campeão brasileiro da Série A3, sendo o único time do estado a conquistar um título nacional liderado por mulheres.
Estão previstas mais três palestras nas próximas semanas em diferentes escolas da capital mato-grossense. O próximo encontro será nesta quinta-feira (7), na Escola Estadual Salim Felicio.
A história do Mixto é marcada por figuras femininas notáveis, como Zulmira Canavarros, que foi parte fundamental da fundação do Mixto Esporte Clube em 1934, sendo eleita a primeira presidente. Outra figura importante é Maria Zeferina da Silva (Nhá Barbina), a primeira mulher a fundar e liderar uma torcida organizada no estado, a "Coração Alvinegro", tornando-se símbolo do clube. Zulmira deixou um legado no Mixto, sendo uma defensora dos direitos da mulher e da igualdade de gênero.









