Crédito da Foto: Divulgação/Botafogo
Com menos de três meses no comando do Botafogo, Davide Ancelotti já enfrenta forte pressão interna e pode não resistir no cargo. O empate por 3 a 3 com o Mirassol, nesta quarta-feira (17), no Estádio Nilton Santos, intensificou os questionamentos sobre o trabalho do treinador de 36 anos, filho de Carlo Ancelotti.
O resultado aumentou a sequência negativa da equipe, que já havia sido eliminada pelo Vasco nas quartas de final da Copa do Brasil e perdido para o São Paulo no Morumbis.
Apesar da decepção com a atuação diante do Mirassol, em que o time abriu 3 a 0 e deixou escapar a vitória, o proprietário do clube, John Textor, ainda não está convencido de que seja o momento de trocar o comando técnico. No entanto, Davide precisa apresentar resultados rapidamente para não perder espaço.
Os próximos compromissos do Botafogo prometem ser decisivos: enfrenta o Atlético-MG, no Nilton Santos, e depois viaja para encarar Grêmio e Fluminense. Até agora, Ancelotti soma 16 partidas à frente do time, com sete vitórias, cinco empates e quatro derrotas.
As eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil desgastaram ainda mais a imagem do técnico, que faz sua primeira experiência como treinador principal após deixar a comissão técnica do pai. A campanha irregular no Brasileirão, onde o clube está distante do título, agrava o cenário.
Em 2025, o Botafogo já acumula eliminações em seis das sete competições que disputou: Copa do Mundo de Clubes, Copa do Brasil, Libertadores, Campeonato Carioca, Supercopa e Recopa Sul-Americana. No Brasileirão, ocupa posição modesta, 14 pontos atrás do líder Flamengo, e já não tem chances de título.
O que mantém Davide no cargo, por enquanto, é a dificuldade da diretoria em encontrar um substituto de peso. Desde a saída de Artur Jorge, no início do ano, o clube não conseguiu estabilizar o comando técnico. Renato Paiva durou apenas 100 dias, e Ancelotti já é o sétimo treinador do Botafogo desde a criação da SAF, no fim de 2021.









