Crédito da Foto: Vitor Silva/Botafogo
Após o triunfo do Botafogo sobre o Vasco, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, Davide Ancelotti comentou as declarações polêmicas feitas por Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira contra treinadores estrangeiros no país. Na coletiva pós-jogo, o italiano — filho de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira — lamentou o teor das falas e destacou que sua maior pressão no cargo parte do tamanho do clube que comanda, e não da nacionalidade.
Segundo Davide, sua chegada ao Brasil foi marcada por acolhimento e aproximação com os técnicos locais:
— Tenho uma relação muito boa com treinadores brasileiros. Fui muito bem recebido. Não tenho nenhum tipo de problema com os profissionais daqui. Acho que essa discussão é um pouco antiga — afirmou.
Para o treinador, o futebol contemporâneo é um ambiente globalizado, no qual a troca entre culturas se tornou natural. Ele ressaltou que isso se reflete em ligas ao redor do mundo:
— Em todos os campeonatos existem técnicos do país e de fora. Isso é o bonito do futebol. Se você olhar a Premier League, já não é mais a mesma de 1990. Tudo evoluiu, a sociedade evoluiu. Então, em 2025, ficar debatendo se os treinadores devem ser brasileiros ou estrangeiros é algo ultrapassado — completou.
As críticas que motivaram o debate aconteceram na terça-feira, durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol (FBTF), quando Leão e Oswaldo atacaram a contratação de técnicos de fora do Brasil. A própria FBTF divulgou uma nota oficial repudiando as falas.
No dia seguinte, Oswaldo concedeu entrevista ao Lance! e tentou justificar a repercussão negativa alegando cortes de edição, porém manteve seu posicionamento: considera que tanto clubes quanto a Seleção deveriam ter treinadores brasileiros.
— Fiz um discurso longo. Defendo que clubes e a Seleção tenham técnicos brasileiros. Mas, se for para ter um estrangeiro, que seja o Ancelotti, que é um dos maiores — declarou.
A trajetória de Davide foi construída ao lado do pai em grandes clubes da Europa. Após anos trabalhando como auxiliar, desembarcou no país em maio, integrando a comissão técnica da Seleção. Dois meses depois, assumiu o Botafogo, seu primeiro trabalho como treinador principal.
No clube carioca, Davide soma até aqui 27 partidas, com 12 vitórias, 7 empates e 8 derrotas — aproveitamento de 53%. O próximo compromisso do time será domingo, às 16h, contra o Vitória, no Barradão, pela 33ª rodada, em duelo direto por vaga na próxima Libertadores.









