Crédito da Foto: Arquivo / Assessoria
Após encerrar o Brasileirão da Série B de 2025 na 10ª posição, o Cuiabá viu frustrado seu objetivo principal: o retorno imediato à elite do futebol brasileiro. A campanha aquém do esperado obrigará o clube a iniciar 2026 praticamente “do zero”, enfrentando novamente um processo profundo de reconstrução.
A temporada de 2025 ficou marcada por erros que custaram caro ao Dourado. Contratações que não renderam o esperado e pontos perdidos nos minutos finais de diversas partidas pesaram diretamente na permanência na segunda divisão. Esses fatores deixaram claro que o planejamento preciso não funcionou como deveria.
O presidente Cristiano Dresch já deixou evidente que a reformulação será ampla. A lista de saídas para 2026 é extensa: Alisson Safira, Luan Polli, Felipe Pasadore, Jader, Guilherme Nogueira, Patrick de Lucca, Nathan, Alejandro Martínez, Mateusinho, Carlos Alberto, Edu, Pedrinho, Ruan Oliveira e Léo Ataíde estão fora dos planos.
Para a próxima temporada, o clube estruturou um projeto baseado em reformular o elenco e corrigir falhas estratégicas. A diretoria planeja anunciar ao menos oito reforços na primeira fase da montagem do grupo e admite que até 80% do atual elenco poderá ser substituído. Cristiano Dresch definiu critérios rígidos para as novas contratações.
Em entrevista ao GE, o dirigente reforçou que o Cuiabá será muito mais criterioso na análise de reforços. A ideia é avaliar não só a técnica dos atletas, mas também fatores como comportamento, histórico físico, profissionalismo e capacidade de liderança.
“Sempre tive muito cuidado para contratar. Observamos comportamento, perfil de trabalho, números e o quanto o jogador atuou nos últimos anos. Vamos passar por uma grande reformulação, mas isso não significa trazer muitos atletas de uma vez. Temos jogadores voltando de empréstimo e uma base forte para trabalhar.”
A diretoria busca atletas experientes e com personalidade forte — características consideradas escassas no elenco de 2025.
“As contratações serão pontuais, direcionadas para atletas que assumam responsabilidade e tenham real vontade de conquistar o acesso”, afirmou Dresch.
O presidente também admitiu falhas no planejamento anterior e destacou que algumas decisões tomadas contrariando sua própria intuição contribuíram para os resultados ruins.
“Insisti em situações que eu já imaginava que não funcionariam, e não funcionaram. Foi um ano de aprendizado. Não podemos repetir esses erros em 2026.”
A falta de liderança interna foi um dos pontos mais criticados pelo dirigente. Segundo ele, jogadores que pediram para permanecer no clube não corresponderam na prática.
“Um atleta disse que queria ficar, mas não chamou a responsabilidade e não cobrou os companheiros. Todo clube precisa de liderança, e isso nos faltou demais.”
Com a reformulação em curso, o Cuiabá se prepara para um calendário intenso em 2026. O Dourado disputará o Campeonato Mato-grossense, a Copa Verde, a Copa do Brasil e novamente a Série B.
A estreia no estadual está prevista para os dias 10 ou 11 de janeiro, fora de casa, contra o Luverdense, no Passo das Emas. A reapresentação do elenco acontece em 27 de dezembro, sob comando do técnico Eduardo Barros.









