Crédito da Foto: Arquivo/Assessoria
O Cuiabá informou que quitou integralmente a dívida de aproximadamente R$ 5,5 milhões com o técnico Petit e os integrantes de sua comissão técnica. O pagamento foi realizado com recursos próprios e permitiu ao clube encerrar o transfer ban aplicado pela FIFA, medida que gerou impacto nas finanças da equipe mato-grossense em 2026.
Com a pendência resolvida, o Dourado agora direciona suas cobranças para outros clubes brasileiros. Segundo a diretoria, cerca de R$ 45 milhões referentes a negociações já concluídas continuam em aberto, valores que o clube considera importantes para manter o equilíbrio financeiro e garantir investimentos no elenco e na estrutura.
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, defende uma atuação mais rápida e efetiva da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), responsável por tratar de conflitos e obrigações financeiras no futebol nacional.
O dirigente avalia que os clubes que cumprem suas responsabilidades não deveriam sofrer consequências financeiras decorrentes da inadimplência de outras equipes.
“Temos cerca de R$ 45 milhões a receber de clubes brasileiros. A CNRD precisa ser mais efetiva e dar celeridade à cobrança, pois quem cumpre suas obrigações não pode continuar arcando sozinho com as consequências dos atrasos de outros times. O futebol precisa de regras aplicadas com igualdade e responsabilidade”, afirmou Dresch.
De acordo com o Cuiabá, a demora no recebimento desses recursos interfere diretamente no planejamento orçamentário e limita a capacidade de investimento do clube. Enquanto aguarda os pagamentos, a instituição precisou utilizar dinheiro próprio para quitar o compromisso com Petit e resolver a punição imposta pela entidade máxima do futebol.
A diretoria também aponta um desequilíbrio no mercado nacional. Na avaliação do clube, equipes que têm valores a receber acabam obrigadas a reorganizar suas finanças, enquanto os devedores continuam atuando no mercado e realizando movimentações.
Diante desse cenário, o Cuiabá cobra maior rigor e agilidade nos procedimentos de cobrança, com o objetivo de garantir o cumprimento dos compromissos financeiros e evitar que os atrasos se transformem em uma vantagem competitiva para os clubes inadimplentes.









