"Deyverson é um atleta com uma rotina muito complexa. Já aplicamos multas a ele no Cuiabá por comportamentos durante os treinos, que não necessito detalhar. O António [Oliveira] sempre alertava: 'presidente, está complicado'. Semana após semana. Lidamos com Deyverson. Quando está disposto a ajudar, é excepcional, mas quando não está, atrapalha. Entendo o lado dele, mas ele precisa compreender o do clube", explicou Cristiano em uma entrevista ao Põe na Conta Podcast.
Apesar das críticas recebidas por abrir mão de um dos principais jogadores do elenco, Cristiano enfatizou a decisão, mesmo arcando integralmente com os salários de Deyverson, mantendo-o fora das partidas.
"Não sou tolo. O Cuiabá evoluiu e hoje está na Série A do Campeonato Brasileiro. Não sou ingênuo. Não estou prejudicando o clube, mas a partir de julho, se eu tiver Deyverson aqui e ele estiver vinculado a outro clube, haverá consequências. Ele não entregará o que precisamos, e eu continuarei pagando o salário dele, que é substancial."
Cristiano planeja negociar o jogador durante a janela de julho. Embora a multa rescisória seja de cerca de R$ 20 milhões, o Cuiabá está disposto a liberá-lo por um valor menor.
Deyverson tem contrato com o Cuiabá até o final de 2024 e pode, segundo a legislação, assinar um pré-contrato com outra equipe seis meses antes do término do vínculo, saindo sem a obrigação de pagar a multa estipulada.
Sem contar com Deyverson, Cristiano pretende direcionar a atenção para os demais atletas comprometidos com o Cuiabá.
"Atualmente, é mais vantajoso para o Cuiabá buscar vender Deyverson a partir de julho e obter algum retorno financeiro, pois se ele tiver contrato assinado com outra equipe, não contribuirá como esperamos. É melhor investir naqueles comprometidos com o Cuiabá. Em jogadores como Pitta, que marcou dois gols contra o Metropolitanos, Luciano Gimenez, adquirido do Chacarita, Eliel, também centroavante. Precisamos investir neles. Vida que segue, não adianta criar polêmicas", concluiu Cristiano.